Proteja-se de ataques que pegam carona na popularidade de redes sociais
Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now!
Publicada em 08 de setembro de 2008 às 07h15
São Paulo - Ameaças exploram fragilidade de redes sociais ameaçando milhões de usuários globalmente. Proteção vai além do antivírus.
Na última semana, pesquisadores da Grécia e de Cingapura criaram um aplicativo falso no Facebook programado para realizar ataques de negação de serviço capazes de derrubar sites a cada clique na rede social. O aplicativo 'Photo of the Day', que atraiu mais de mil usuários, é uma das recentes comprovações da fragilidade das redes sociais quando se trata de segurança da informação.
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Os ataques que envolvem estas redes têm aumentado desde 2007, acompanhando a crescente popularidade dos serviços – o Facebook anunciou recentemente ter atingido 100 milhões de usuários. Segundo uma pesquisa da Symantec, no último semestre do ano passado, duas redes sociais - não reveladas pela empresa - foram alvo de 91% dos ataques de phishing com sites hospedados nos Estados Unidos.
”O que tem crescido são os phishings, que têm por objetivo ganhar acesso a vários sistemas. E um dos jeitos fáceis de usuários caírem na armadilha é usar marcas confiáveis, como redes sociais, e clicarem em um link malicioso”, exemplifica o engenheiro de sistemas da Symantec, Vladmir Amarante.
Não é estranho, então, o embarque de crackers no trem da popularidade de redes sociais. No final de julho, a Kaspersky anunciou duas variantes de um worm que tem como alvo os usuários do MySpace e do Facebook. Na conferência Black Hat, em agosto, pesquisadores mostraram como roubar credenciais de sites populares, e no mesmo mês, o microblogging Twitter foi iniciado no mundo dos malwares espalhando um suposto vídeo pornográfico da cantora Kelly Key.
“A rede social é mais um vetor de ataque. As pessoas mal-intencionadas buscam o perfil adepto aos sites, de pessoas mais novas, leigas e inexperientes na web”, opina Amarante.
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