Facebook enfrenta processo por invasão de privacidade do Beacon
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Uma ação iniciada este semana na Califórnia acusa o Facebook e outras companhias, como Blockbuster, Fandango e Overstock, de violar privacidade online e leis contra fraudes digitais em razão do episódio Beacon, plataforma de publicidade do Facebook que se baseava nas atividades de usuários.
A ação alega que o Facebook
colheu informações sobre as atividades online dos usuários antes mesmo
de perguntar se eles queriam que os dados aparecessem nos perfis.
"Enquanto os usuários eram notificados que o Facebook
estava coletando dados e pedindo permissões para publicar um histórico
destas atividades, dados de identificação pessoal já tinham sido
transmitidos à empresa", afirma a ação.
Além disto, o programa foi criado para ser um sistema opt-out,
ou seja, o usuário tinha que escolher não participar, algo muito
complicado de se fazer, alega o documento. Usuários tinham que visitar
sites afiliados ao Beacon (inicialmente eram 44 no total) e pedir o descadastramento em cada um deles.
Também, o Beacon coletava informações sobre todos os visitantes - não apenas usuários do Facebook
- que conduziam certas atividades em sites de terceiros que faziam
parte do programa, alega a ação, iniciada na Corte Distrital do
Noroeste da Califórnia.
Quando algum usuário alugava um filme no Blockbuster.com, a atividade aparecia no feed de informações dentro da rede social, sem que o internauta responsável pela atividade soubesse.
"Com isto, não cadastrados no Facebook que utilizavam sites afiliados ao Beacon
não sabiam que suas transações estavam sendo transmitidas para alguém
com a qual não tinham qualquer tipo de relação", afirma o processo.
A ação sobre o período entre novembro e dezembro de 2007, quando o Facebook mudou a maneira como o programa funciona. Após 5 de dezembro, o Beacon se tornou um sistema opt-in (ou seja, o usuário precisa escolher participar).
O processo pretende representar todos os membros do Facebook que, durante o período, visitaram qualquer site afiliado do Beacon e fizeram algo que foi enviado ao Facebook. A ação estima que existem centenas de milhares de vítimas em potencial.
O processo pede que a corte exija ao Facebook que todas as informações pessoais destas pessoas sejam apagadas e ainda pague indenização de quantia não revelada.
Um porta-voz do Facebook afirmou que a companhia não teve contato com o processo por completo.


