Brasileiros estão sujeitos a ataque que forja site em URL autêntica
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 29 de julho de 2008 às 15h20
Atualizada em 22 de agosto de 2008 às 17h06
São Paulo – Teste criado pelo descobridor da falha no sistema de nomes e domínios aponta problemas em maioria dos provedores de banda larga no Brasil.
A falha no sistema de nomes e domínios da internet (conhecido tecnicamente como DNS) já tem quase um mês de vida, mas os principais provedores de banda larga brasileiros parecem não ter se ajustado para evitar ataques decorrentes da brecha.
Levantamento feito pelo IDG Now! indica que usuários que assinam serviços de banda larga das empresas Vivo, Net, Telefônica e Tim, sejam eles móveis ou fixos, podem estar suscetíveis aos ataques de redirecionamento de tráfego. A ameaça coloca em risco a privacidade e a integridade dos dados pessoais dos internautas.
Os primeiros ataques que exploram falhas no sistema de nomes e domínios
da internet (conhecido tecnicamente como DNS) começaram a ser
registrados no final da última semana, com a publicação de logs de
redes internas com o desvio de tráfego.
No começo de julho, o pesquisador da consultoria IOActive, Dan Kaminsky, anunciou ter descoberto falhas no DNS que permitiriam que crackers, por meio de códigos maliciosos, redirecionassem domínios legítimos para páginas falsificadas que poderiam roubar dados do usuário.
Três semanas depois, o lançamento da nova versão do kit de hacking Metasploit, com códigos que permitiriam a exploração da brecha, fez com que o ataque se tornasse uma realidade.
O perigo da falha, explicada em detalhes técnicos pelo US-Cert, está relacionado tanto com a amplitude como com o silêncio dos ataques decorrentes. Tecnicamente, o malware faz com que o DNS seja enganado e, ao acessar a URL "idgnow.com.br", por exemplo, direcione o usuário para o IP determinado pelo cracker.
Caso o servidor DNS de um provedor seja comprometido pelo malware, em ataque conhecido como "envenenamento de DNS", milhões de usuários podem ser redirecionados sem qualquer alerta para páginas falsas que mimetizem o site original, em uma espécie de phishing potencializado e difícil de ser acusado sem ferramentas técnicas.
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