Venda de ferramentas deve sofisticar programas espiões para celulares
Por IDG News Service/Reino Unido
Publicada em 28 de março de 2008 às 15h05
Atualizada em 28 de março de 2008 às 15h06
Londres - Pesquisador de segurança diz que oportunidades financeiras devem incentivar programadores mais hábeis a entrarem no ramo.
Os programas espiões para telefones móveis devem evoluir em sofisticação e poder de disfarce com o crescimento do mercado de venda de ferramentas deste tipo, disse um analista móvel durante a conferência Black Hat, nesta sexta-feira (28/03).
Muitos dos programas espiões disponíveis no mercado são poderosos, mas não têm códigos muito sofisticados, disse Jarno Niemela, pesquisador sênior em antivírus da fornecedora de segurança F-Secure.
Mas há cada vez mais evidências de que o dinheiro proveniente da venda destas ferramentas permitirá gerar um incentivo para programadores mais hábeis entrarem no ramo, o que poderia tornar os programas mais difíceis de detectar, como aconteceu com as pragas para PC, disse Niemela.
Um dos exemplos citados pelo analista é o Mobile SpySuite, que ele acredita ser o primeiro gerador de ferramentas espiãs para celulares. Por 12,5 mil dólares, qualquer hacker pode comprar o software e criar sua ferramenta espiã personalizada para diversos modelos de celulares Nokia.
Os programas maliciosos para telefones são menos numerosos que os voltados a PCs, mas também são mais difíceis de monitorar, pois não há tantas amostras circulando como há para os computadores, segundo o especialista.
Entre os programas espiões mais conhecidos estão o Neo-call e o FlexiSpy. O Neo-call é capaz de enviar mensagens SMS em segredo para outros telefones, transmitindo listas de telefones ou reproduzindo as teclas digitadas pelo dono do aparelho.
Já o FlexiSpy tem uma interface web elaborada, que mostra detalhes de horários de ligações, números, mensagens enviadas e permite até localizar a vítima fisicamente, se o aparelho tiver GPS.
As dicas de Niemela para se proteger das pragas móveis incluem: manter o sistema operacional atualizado, usar um antivírus móvel e utilizar o recurso de bloqueio a senha, caso alguém tenha contato físico com o telefone.
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