Segurança

Discos rígidos criptografados são vulneráveis, afirmam pesquisadores

IDG News Service/EUA
22 de fevereiro - 14h45 - Atualizada em 15 de março - 13h07
São Francisco - Se os chips de memória forem resfriados podem diminuir a taxa com que a memória desaparece e facilitar acesso aos dados.

Notícias Relacionadas

Pesquisadores da Princeton University descobriram como roubar a chave da criptografia de discos rígidos usada por produtos como o BitLocker, do Windows Vista, ou o FileVault, da Apple, anunciou a instituição na quinta-feira (21/02).

Acessar todos os dados de um HD criptografado é possível graças à propriedade física dos chips de memória. Os dados nos processadores DRAM (RAM dinâmico) desaparecem quando o PC é desligado, mas isto não ocorre fielmente.

Leia também:
> Vazam dados sigilosos da Petrobras em furto de PCs
> Casos recentes de perda e furto de dados

Na verdade, é preciso alguns minutos para que os dados desapareçam, o que dá tempo para que crackers descubram as chaves de criptografia.

Para o ataque funcionar, o computador deve estar ligado ou em modo standby - caso ele já tenha sido desligado há alguns minutos, os dados da DRAM já teriam desaparecido.

O cracker precisa apenas desligar o PC por alguns segundos e reiniciá-lo de um HD portátil, que teria softwares para examinar o conteúdo dos chips de memória.

“Esta técnica permite uma nova linha de ataques contra produtos de segurança, que dependem do sistema operacional para proteger seus códigos privados”, diz Halderman.
++++
Seria possível até mesmo, logo após roubar um laptop criptografado, “reiniciar a máquina e usar tudo que estava na memória antes de ela ser desligada”, exemplifica.

Mesmo os laptops que apagam a memória ao reiniciar estão vulneráveis. Os pesquisadores descobriram que se os chips forem resfriados, eles podem diminuir a taxa com que a memória desaparece.

Em 50ºC negativos, é possível desligar o PC, instalar a memória em outro sistema e resgatar os dados - o tempo total ficou em torno de 10 minutos.

A legislação norte-americana exige que as empresas revelem incidentes sobre perda de dados aos clientes. Em 2007, os dados de 120 milhões de pessoas foram expostos nos Estados Unidos.

Robert McMillan, editor do IDG News Service, de São Francisco