F-Secure lança serviços de segurança a usuários de banda larga da NET
Por Vinicius Cherobino, repórter do Computerworld
Publicada em 12 de fevereiro de 2008 às 15h30
Atualizada em 06 de maio de 2008 às 17h36
São Paulo - Novo modelo já está em operação; preços para os usuários do acesso em banda larga da NET variam de 13 a 15 reais mensais.
A F-Secure fechou acordo com a NET para a oferta de soluções de segurança aos assinantes de banda larga da operadora. Segundo a empresa finlandesa, a solução básica com antivírus e firewall vai custar 12,90 reais mensais; enquanto a solução com AV, firewall, controle de conteúdo e antis-pam sai por 14,90 reais mensais. Os assinantes já podem ligar e pedir pelo serviço.
De acordo com a F-Secure, a NET vai enviar seus técnicos para realizar a instalação da solução e, até, a desinstalação de soluções de segurança de outras corporações para os usuários que não têm conhecimento técnico ou tempo para isso.
O modelo de software como serviço está se tornando um nicho interessante para as empresas de segurança no mundo e especialmente no mercado brasileiro. Os maiores provedores de internet do Brasil já possuem parcerias em acordo OEM (em que a solução de segurança fica com a marca do provedor) com a ferramenta de proteção sendo fornecida e atualizada por uma pequena taxa mensal, diminuindo o impacto da aquisição de uma caixa.
De acordo com Mikko Hyppönen, chefe de pesquisa da F-Secure, a definição da maior empresa de segurança da informação vai ser feita pela conquista desse tipo de parceiro.
“O mercado de segurança está mudando da caixinha para serviços. O usuário não vai mais comprar a solução no shopping e pagar aquele preço, mas adquirir um serviço do seu provedor de internet ou fornecedor de banda larga”, afirma o especialista. “Essa competição entre as empresas de segurança [fechar o maior número de parcerias com provedores de internet e banda larga] vai determinar o vencedor de todo o mercado”.
Ao citar o exemplo do banco inglês Barclays, Hyppönen destaca que o setor financeiro brasileiro – duramente atingido por pragas nas máquinas dos usuários - pode diminuir o problema com uma atuação diferente: distribuir soluções de segurança da informação gratuitamente para seus correntistas assim como faz o banco inglês.
“Com ataques como o de man-in-the-browser [o navegador é alterado por criminoso digital que altera o número de conta corrente em uma transação que o usuário está fazendo, parecendo correta tanto para o correntista quanto para o banco], é preciso fazer modificações na estrutura atual. Os bancos têm uma boa oportunidade para aumentar a segurança”, completa.
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