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21 de setembro de 2009
seguranca
Privacidade

Chats são mais perigosos para as crianças que redes sociais

Por Computerworld/EUA

Publicada em 07 de fevereiro de 2008 às 11h05
Atualizada em 07 de fevereiro de 2008 às 11h12

Framingham - Jovens expostos a sites de redes sociais estão menos propensos a sofrerem assédio sexual do que os que conversam online.

Os pais que estão preocupados com a exposição de seus filhos a assédio sexual na internet devem esquecer os sites de redes sociais, como Orkut, MySpace e Facebook.

Entretanto, devem prestar atenção em salas de bate-papo e programas de mensagens instantâneas, porque neles as crianças estão mais propensas a se tornarem vítimas de assédio. Essa foi a conclusão de um estudo sobre saúde das crianças, feito pela ONG Internet Solutions for Kids e pelo centro de pesquisa da Universidade de New Hampshire.

O estudo foi realizado em setembro de 2006 e avaliou 1.588 jovens de 10 a 15 anos, mas os resultados só foram divulgados nessa segunda-feira (04/02). A pesquisa foi revisada e aprovada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

“O resultado mostra que o senso comum quanto ao risco que as crianças correm em sites de redes sociais está superestimado”, afirmou Michele Ybarra, fundadora da Internet Solutions for Kids e co-autora da pesquisa.

“Há muita preocupação da mídia em relação ao risco de expor crianças a sites de redes sociais. Mas quando você analisa as informações, não existem evidências de que esses sites sejam realmente perigosos”, ela argumenta.

Cerca de 15% dos jovens que participaram do estudo já receberam solicitações de sexo pela internet, enquanto 33% já sofreram assédio sexual pelo menos uma vez. Dentre os que já forma vítimas de assédio, apenas 4% receberam solicitações de sexo em sites de redes sociais e 9% sofreram assédio nesse tipo de site. Para o estudo, o conceito assédio sexual incluía linguagem ofensiva e ameaças direcionadas a um indivíduo específico.

Por outro lado, 43% dos que receberam solicitações de sexo haviam recebido essas propostas em programas de mensagens instantâneas e 32% afirmaram que tiveram esse constrangimento em salas de bate-papo. Semelhantemente, 55% dos que afirmavam terem sofrido assédio sexual disseram que esses incidentes ocorreram durante conversas por mensagens instantâneas.

Jaikumar Vijayan, editor do Computerworld, de Framingham

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