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19 de setembro de 2009
seguranca
Privacidade

McAfee alerta para "guerra fria online" em balanço sobre segurança em 2007

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 19 de dezembro de 2007 às 16h27
Atualizada em 19 de dezembro de 2007 às 16h38

São Paulo - Empresa conta cerca de 120 países usando web para espionagens políticas e usa exemplos ocorridos no ano para explicar ascensão.

Mais de oito anos após a queda do Muro de Berlim, uma nova guerra fria pode estar em curso na economia mundial, tão silenciosa como a que separou capitalismo e comunismo na década de 80, desta vez na internet.

O "Relatório de criminologia virtual 2007" da McAfee sobre as principais ameaças de segurança de 2007 divulgado nesta quarta-feira (19/12) destaca aumento de incidentes de espionagem online envolvendo agências oficiais de governos, na maioria das vezes com o intuito de roubar dados pessoais.

"As evidências observadas pelos especialistas indicam que os governos e alguns grupos de aliados de governo já usam a Internet para espionagem e ataques virtuais à infra-estrutura nacional crítica de outros países", afirma o estudo, que aponta casos específicos nos Estados Unidos, Estônia, Índia e Austrália.

O que havia se apresentado como uma estrutura bem montada por crackers e mafiosos online para roubar dados online de usuários para fins financeiros, afirma a McAfee, vem se transformando silenciosamente, em organizações ligadas a Governos que usam técnicas hackers para obter vantagens políticas, questionando a possibilidade de estarmos em uma nova "guerra fria digital".

Segundo a empresa, já são cerca de 120 países cujos Governos vêm usando ferramentas online para fins de espionagem.

O caso da Estônia, que teve servidores governamentais, de faculdades e bancos atacados por 20 mil PCs por semanas, demonstra a ascensão de ataques ainda mais poderosos e coordenados que passam facilmente pelas proteções armadas pelo governo do país.

Por mais que a causa não tenha sido oficialmente confirmada, os ataques ocorrem simultaneamente à mudança de uma estátua soviética de uma praça para a periferia da cidade de Tallinn.

Ao mesmo tempo em que financia ataques políticos, o mercado de malware também se profissionaliza oferecer redes bots e ameaças digitais como qualquer outra empresas oferece softwares ou serviços online, avisa a McAfee.

Após o mercado underground livre de dados financeiros, como números de cartões de crédito e senhas sendo vendidas por até 1 dólar, a McAfee alerta para corporações maliciosas que oferecem aluguéis de PCs zumbi ou criam cavalos-de-tróia específicos para determinadas funções, numa espécie de "ataque on demand".


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