Segurança

Crackers usam stripper virtual para quebrar sistemas anti-spam

Computerworld / EUA
31 de outubro - 15h55 - Atualizada em 15 de março - 12h57
Framingham - A stripper "Melissa" tira uma peça de roupa cada vez que o usuário digita caracteres certos em sistemas CAPTCHA anti-spam.

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Os spammers estão usando uma stripper virtual como isca para enganar pessoas e ajudar golpistas a coletar mais códigos para distribuir spams.

Segundo especialistas em segurança, uma série de imagens mostra "Melissa" tirando uma peça de roupa cada vez que o usuário digita corretamente caracteres associados a um CAPTCHA (Completely Automatic Public Turing Test to Tell Computers and Humans Apart) - sequências de imagens, palavras ou números distorcidos usados para evitar que robôs registrem milhares de contas de usuários em web sites.

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Os CAPTCHAs que a stripper virtual oferece aos usuários, na verdade, legitimam códigos roubados de telas de assinatura do Yahoo Mail, explica um analista de segurança da Trend Micro. Frustrados com a impossibilidade de automatizar o processo, os crackers estão convencendo internautas a fazerem o 'trabalho sujo'.

Cada vez que o usuário decodifica corretamenta o CAPTCHA, uma nova foto de Melissa é apresentada. As imagens estão hospedadas em um servidor controlado por um hacker, em Israel, informa a Symantec. As imagens decodificadas, em formato de texto, são enviadas ao mesmo servidor, onde são armazenadas, provavelmente para gerar, no futuro, uma imensa quantidade de contas do Yahoo Mail para envio de e-mails indesejados.

A Trend Micro alerta que o striptease era parte de uma praga do tipo cavalo-de-tróia chamada CAPTCHA.a, que a Symantec chamou de Captchar.a.

A praga pode afetar PCs rodando os sistemas operacionais Windows 98, Me, NT, 2000, XP e Server 2003, da Microsoft.

"Esta não é a primeira vez que tentam quebrar CAPTCHAs", afirma Paul Ferguson, arquiteto de redes da Trend Micro. Segundo ele, ainda há esquemas de "mulas" ganhando pequenas quantias em dinheiro para trabalhar, de casa, fazendo este serviço. "Eles são instruídos a acessar páginas na web e digitar o CAPTCHA."

Gregg Keizer, editor do Computerworld, em Framingham.