Segurança

Google Street View pode violar a lei de privacidade do Canadá

Computerworld/EUA
17 de setembro - 11h23 - Atualizada em 15 de março - 13h30
Framingham - Documento enviado ao Google explica que lei do país não permite o uso comercial de dados sem a permissão das pessoas.

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A ministra federal de privacidade do Canadá, Jennifer Stoddart, alertou o Google que a aplicação Street View pode ser ilegal no Canadá. O documento enviado à empresa diz que o serviço viola a Lei de Proteção a Informações Pessoais e Documentos Eletrônicos do país.

O documento é uma ação preventiva, pois o Street View ainda não está disponível no Canadá. O serviço é usado por moradores dos Estados Unidos e mostra, além das ruas, imagens que permitem a identificação de pessoas.

A lei de privacidade do Canadá proíbe o uso comercial de dados sem a permissão das pessoas, e mesmo se permitir, deve-se limitar a divulgação a um uso “que uma pessoa racional consideraria apropriado”, Stoddart declarou na carta.

O texto ainda cita que “o Google parece ter reunido as imagens sem o conhecimento das pessoas que aparecem na aplicação.”

Mesmo que a empresa permita aos usuários pedirem a remoção de certas imagens, a ministra declarou que isto não resolve o problema, pois as pessoas podem não saber que sua imagem está no Street View. “Além disso, quando descobrirem, seus direitos de privacidade podem já ter sido infringidos”, disse Stoddart.

O Google declarou que leva a questão a sério e que obedece às leis dos países em que opera. Uma porta-voz disse que, antes de lançar a aplicação, a empresa trabalhou com organizações para reunir interesses de privacidade.

A empresa explicou que as imagens são de propriedade pública, e datam de alguns meses atrás. A porta-voz ainda afirmou que estes tipos de imagem estão disponíveis em vários formatos em cidades pelo mundo.

Entre as ferramentas do serviço, os usuários podem alertar e remover imagens impróprias, que incluem nudez, localidades como abrigos de proteção a vítimas de violência e pessoas claramente identificáveis.

O Google propôs, recentemente, uma política de privacidade global.

Linda Rosencrance, editora do Computerworld, de Framingham