Golpe online relacionado ao acidente de avião da TAM já circula na internet
Por Redação do IDG Now!, com a colaboração de Cauã Taborda
Publicada em 18 de julho de 2007 às 16h13
Atualizada em 26 de julho de 2007 às 13h18
São Paulo - Crackers já exploram o acidente com o avião da TAM para realizar crimes online. Golpe instala cavalos-de-tróia na máquina da vítima.
Está circulando pela internet um e-mail falso sobre o acidente do vôo 3054 da TAM que instala um cavalo de tróia na máquina do usuário.
O e-mail com o título “Informativo TAM – 21h (17/07/2007)”, é enviado pelo remetente “ouvidoria@tam.com.br. O Corpo do e-mail contém informações já divulgadas na imprensa, como o número antigo de tripulantes (170), telefone disponibilizado para as vítimas e telefone falso da assessoria de imprensa da TAM.
Ao final do e-mail lê-se a mensagem: “Clique aqui para assistir ao vídeo gravado pelo circuito interno da infraero”. O link na verdade instala um cavalo-de-tróia na máquina do usuário, que serve para instalar um outro malware para roubar senhas. O malware baixado é o "Banload.cdl". Segundo a Kaspersky o Banload.cdl
é um malware utilizado para baixar outros malwares, como um "keylogger"
utilizado para roubar senhas.
> Saiba o que é um cavalo-de-tróia
É preciso tomar cuidado, pois em um relatório enviado pelo analista de segurança de redes, Denny Roger, muitos antivírus não conseguiram detectar o malware.
A Websense também realizou o teste e identificou a existência dos malwares, um trojan de download e outro para roubo de senhas. Uma nota sobre a ação dos crackers foi divulgada, a fim de alertar os usuários.
Série Segurança Digital:
> Diário de um vítima online
> Entenda o que são worms e vírus e proteja-se
> Aprenda a identificar um phishing
> Descubra como ignorar os spams
> Saiba como desmascarar os rootkits
> Proteja-se dos softwares espiões
Os supostos telefones da assessoria de imprensa, informados no e-mail, são de uma pessoa sem nenhuma ligação com a TAM. “Estou recebendo ligações desde às 19h30 de ontem”, afirmou por telefone a pessoa, que não quer seu nome divulgado.
Segundo Marcos Prado, gerente de desenvolvimento de canais da WebSense para a América Latina, assuntos com grande repercussão tendem a ser utilizados em golpes.
“Como este caso traz uma repercussão grande, não só no Brasil como lá fora, é bem provável que as pessoas utilizem esse assunto para conduzir o internauta a um site de phishing onde serão instalados keyloggers” afirma Marcos.
Nestes casos a Websense recomenda não acessar links e mensagens recebidas de pessoas desconhecidas. Passando o mouse sobre o hiperlink, sem clicá-lo, revela o endereço para qual você será direcionado.
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