O que está por trás da movimentação do Google em segurança
Por Robert McMillan, para o Computerworld*
Publicada em 11 de julho de 2007 às 09h59
Atualizada em 11 de julho de 2007 às 10h06
São Francisco - Empresa quer eliminar dúvidas das corporações sobre aplicações rodando na internet com a compra da Postini e da GreenBorder.
Não é novidade. O Google acredita que a seu pacote de aplicações de negócios pela web representa o futuro da tecnologia na corporação. Mas enquanto o gigante de buscas é rápido para divulgar as funções inovadores das suas soluções, ele não o é para falar sobre segurança. Ou, pelo menos, não era.
Na dia 09 de julho de 2007, o Google anunciou a compra da empresa de segurança de mensagens Postini por 625 milhões de dólares, um movimento que vai dar acesso aos 35 mil corporações clientes e fornecer os primeiros produtos de segurança para o portfólio de Google Apps.
Os usuários do Google Apps vão poder usar os serviços da Postini para escanear e fazer a criptografia de e-mail, além de arquivar mensagens para objetivos legais ou de aderência à regulamentações, diz Dave Girouard, vice-presidente e gerente geral de negócios para corporações do Google.
A compra representa o mais significativo investimento em segurança da informação já feito pelo Google. Nos últimos meses, Google iniciou seu próprio blog de segurança e também adquiriu outra start-up de segurança, a GreenBorder.
Hoje, o Google estima que mais de mil pequenas empresas utilizam o Google Apps diariamente, mas admite que as grandes corporações relutaram a adotar a solução por temores em temas como segurança e aderência às normas. O buscador espera que a compra ajude a eliminar essas dúvidas.
Mas com a decisão do gigante de se tornar um fornecedor de segurança, quão distante ele pode ir? A rival Microsoft já fez essa opção de comprar companhias de proteção e, recentemente, lançou a sua linha de antivírus. E quando o Google compra a GreenBorder, alguns especularam que o gigante de buscas estaria pronto a oferecer um navegador seguro com a tecnologia da start-up. Até agora, o Google negou-se a falar seus planos com produtos da Green Border, mas especialistas afirmam que a empresa poderia ter tecnologias para competir com empresas como Websense ou AE6 Technologies.
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