Propriedades térmicas dos fios são usadas para criptografia de dados e voz
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 25 de maio de 2007 às 10h20
Atualizada em 25 de maio de 2007 às 10h23
São Paulo - Nova tecnologia explora as propriedades térmicas de fios de conexão, codificando mensagens e impedindo invasões indesejadas.
Uma nova forma de codificação de conversas telefônicas ou mensagens enviadas por redes de comunicações de modo seguro acaba de ser desenvolvida por pesquisadores da A&M University. As propriedades térmicas de um simples fio são exploradas para criar um canal de comunicação seguro, onde chaves de criptografia quantum são executadas.
A tecnologia explora uma propriedade chamada ruído termal, que é gerado pela agitação natural de elétrons dentro de um condutor. Esta movimentação acontece independente de haver ou não passagem de voltagens, mas muda de acordo com a resistência do condutor. A coordenação do projeto é do engenheiro Laszlo Kish, da A&M University, no Texas, e participam colaboradores da University of Szeged, na Hungria.
Na proposta, o responsável pela criptografia de mensagens é um simples par de resistores ao final dos cabos de comunicação. Através deles, são adicionados “distúrbios” eletrônicos no ruído termal.
No dispositivo, o emissor e o receptor possuem pares idênticos, um de alta e outro de baixa resistência. Quanto maior a resistência total na linha, maior o ruído termal.
Os emissores e receptores revezam entre produzir níveis altos e baixos de resistência. Na metade do tempo, eles irão utilizar um nível intermediário de ruídos termais.
Quando um dos lados envia um barulho alto e detecta um nível médio de ruído, ele sabe que o outro está utilizando níveis baixos. Essencialmente, as informações enviadas são classificadas como 1 ou 0. Os códigos fazem isso muitas vezes, enviando séries de 1 e 0 que formam a base da chave de criptografia.
Se os espiões tentarem identificar que mensagens estão sendo enviadas, eles só saberão que uma transmissão está ocorrendo, mas não o que é transmitido - sequer se o bit é 1 ou 0. O invasor provavelmente tentará alterar o nível de ruídos e, com isso, será identificado e a transmissão não continuará.
Experimentos mostraram que os sinais enviados por esta tecnologia são recebidos com 99,98% de precisão. A probabilidade dos bits enviados serem compreendidos é de apenas 0,19%.
O sistema supera as características de todos os atuais dispositivos QKD (do inglês distribuição de chaves quantum). Este é mais robusto, menos vulnerável a rompimentos e mais barato. O objetivo de Kish é mostrar que a comunicação tradicional pode ser tão ou mais segura e eficiente que a quantum.
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