Novos cavalos-de-tróia roubam dinheiro de usuários de smartphones
Por Matthew Broersma, para o IDG Now!*
Publicada em 22 de maio de 2007 às 12h06
Atualizada em 22 de maio de 2007 às 13h09
Londres - Pesquisadores revelam três sofisticadas variantes do malware para plataformas móveis. Tendência é que mais malwares visem lucro.
Pesquisadores de antivírus descobriram três variantes de um cavalo-de-tróia que são as tentativas que obtiveram mais sucesso em roubar dinheiro de usuários de smartphones.
Descobertas na semana passada, as variantes do Viver Trojan (abreviação
de Trojan-SMS.SymbOS.Viver) enviam mensagens de texto para números com
taxas especiais na Rússia, tática já utilizada por outros malwares, mas são mais sofisticadas que versões anteriores de malwares, segundo a Kaspersky Lab.
Centenas de usuários fizeram o download do Viver antes que ele fosse excluído de um popular site de compartilhamento de arquivos, informou o analista-sênior de vírus da Kaspersky, Aleks Gostev. Os cavalos-de-tróia se apresentaram como editores de imagens ou outras utilidades para usuários móveis.
Os primeiros tipos de malware a usarem esta tática foram o RedBrowser e o Wesber. Estes, contudo, eram escritos em Java e precisavam de interação a cada mensagem enviada. Além disso, só funcionavam apropriadamente no território da Rússia.
As variantes Viver não possuem estas limitações. Para começar, elas são escritas para a plataforma Symbian - especificamente, a versão S60 do sistema operacional da Nokia, além da segunda edição e versões mais recentes, de acordo com a F-Secure.
“O Viver é codificado para rodar em aparelhos com o Symbian, o que o torna o primeiro cavalo-de-tróia do tipo para smartphones”, declarou Gostev.
Os novos malwares enviam textos para um número russo, mas utilizam códigos de discagem internacionais, o que permite que funcionem a partir de qualquer país e não precisem de nenhuma interação do usuário - a praga começa a enviar textos assim que é instalada.
Cada mensagem de texto enviada pelo malware custa ao cerca de 7 dólares.
Gostev declarou que uma das variantes do Viver foi baixada por aproximadamente 200 pessoas em menos de 24 horas.
“Antes de 2003 poucos malwares tentavam tirar proveito de PCs, mas agora quase todos são escritos para obter lucro”, declarou o pesquisador da F-Secure, Jarno Niemela, no blog da empresa, destacando a tendência financeira em aparelhos móveis. “É bem possível que mais malwares que visam lucro apareçam em plataformas móveis.”
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