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17 de dezembro de 2008
seguranca
Ataques e Ameaças

Websense: mais de 2 mil sites ainda exploram falha em cursor no Windows

Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*

Publicada em 10 de abril de 2007 às 11h46
Atualizada em 11 de abril de 2007 às 12h46

Londres - Consultoria afirma que grupos da Europa e da China armam ataques para atingir usuários que não aplicaram correção divulgada pela Microsoft.

Mais de dois mil sites estão explorando a brecha de segurança nos cursores animados do Windows, de acordo com a fabricante de segurança WebSense.

As páginas ou estão hospedando código malicioso ou redirecionam usuários online para sites com malwares, afirmou o blog da WebSense nesta segunda-feira (09/04).

O número de páginas criadas para explorar o problema aumentou consideravelmente desde que a vulnerabilidade foi revelada pela Microsoft em 29 de março.

As ameaças continuarão a crescer até que correções sejam aplicadas em usuários finais e corporativos, afirmou Ross Paul, diretor de produto da WebSense.

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Com esta janela, crackers estão pretendendo roubar dados confidenciais de máquinas desprotegidas.

"O que vimos é que as ameaças tendem a ser usadas enquanto houver risco para usuários", afirmou Paul.

Na semana passada, a Microsoft quebrou sua rotina regular de atualização e divulgou uma correção fora do calendário em razão do perigo da vulnerabilidade, que ocorre na maneira como o Windows processa arquivos ".ani", que permite que sites substituam o cursor com alternativas em estilo cartoon.

A brecha afeta quase todas as versões do Windows e é a terceira falha sem correção que a Microsoft corrige fora do seu cronograma desde janeiro de 2006.

Companhias tendem a corrigir suas máquinas em cronogramas fixos e podem não aplicar uma correção deste tipo quando é divulgada, disse Paul.

Usuários domésticos podem automaticamente receber o pacote se estiverem usando o Windows XP Service Pack 2, mas usuários de versões antigas do Windows não conseguirão.

O ataque é especialmente perigoso já que o problema relacionado ao arquivo ".ani" não exige interação do usuário para a infecção, afirmou a Sophos.

Como resultado, analistas de segurança estão recomendando a aplicação do pacote, mesmo que a Microsoft tenha afirmado na sexta-feira que corrigiria problemas de compatibilidade em algumas aplicações.

A WebSense afirmou que crackers da Europa e China parecem estar no coração dos ataques.

Grupos na região da Ásia-Pacífico e na China estão explorando a brecha, principalmente em máquinas localizada na Ásia para ganhar credenciais para populares games online, como Lineage.

Um segundo grupo na Europa, que é conhecido por ter usado outras falhas do Windows para instalar softwares maliciosos em máquinas, "também adicionou ataques '.ani' a seu arsenal", afirmou a WebSense. Os ataques são direcionados a servidores e usuários norte-americanos.

*Jeremy Kirk é editor do IDG News Service, em Londres.

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