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08 de julho de 2009
seguranca
Privacidade

Estudo liga uso da Web 2.0 a vazamentos de informações corporativas

Por Tash Shifrin, para o IDG Now!*

Publicada em 23 de março de 2007 às 11h43

Londres - Análise da YouGov com britânicos indica que, mesmo com políticas rígidas, empresas podem ter segredos vazados em blogs e redes sociais.

Empresas britânicas estão sofrendo riscos de vazamento de informações pela crescente utilização de serviços de Web 2.0 e redes sociais, afirmaram experts de segurança.

Uma pesquisa com mais de mil funcionários descobriu que 42% dos que têm entre 19 e 29 anos discutiu questões de trabalho em redes sociais e blogs.

Mais de um quarto de jovens trabalhadores gastaram três ou mais horas durante a semana - durante sua jornada corporativa - visitando blogs e sites como YouTube e MySpace, afirmou a pesquisa, conduzida pela consultoria YouGov a pedido do fundo de especialistas de conteúdo Cleaswift.

Quase quatro entre dez admitiram acessar tais sites "várias vezes ao dia".

Empregados mais jovens têm maior tendência de entrar nos sites por vontade própria, com 59% dos funcionários entre 18 anos e 29 anos acreditando que visitam os endereços por razões pessoais, usando seus PCs corporativos, comparado com a taxa de 38% em comparação a empregados acima dos 30.

"É evidente que organizações precisam ter cuidado com sites de mídia social usados por seus empregados no trabalho para assegurar que questões corporativas sensíveis não sejam reveladas", afirmou o chief operating officer da Clearswift, Ian Bowles.

"No entanto, descobrir o balanço entre aplicar a chamada 'Web 2.0' para benefício corporativo e manter alta segurança é a chave".

Bowles continua. "Não é difícil encarar um empregado que publica comentários não autorizados sobre produtos e serviços da sua organização em um blog, causando danos de imagem, mas, ao mesmo tempo, banir acesso a blogs não é a resposta, já que corta muitas relações com parceiros e clientes".

Ao comentar os resultados, o diretor de serviços da empresa de análise Quocirca, Clive Longbottom, afirmou que o vazamento inadvertido pode ser pior que o malicioso para a propriedade intelectual da companhia.

O estudo ainda descobriu que a maioria dos funcionários estavam cientes da política da empresa sobre uso da internet, com apenas 14% deles afirmando não saber se havia leis ou não.

Mais de um quarto dos entrevistados afirmou que a organização não permitia acesso a sites sociais, mas 14% afirmou que, mesmo assim, a empresa não tinha policiar os funcionários.

*Tash Shifrin é editora do ComputerWorld, em Londres.

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