Produtos de segurança começam a migrar para a internet
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 21 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 21 de março de 2007 às 15h27
São Paulo - Entrada do Norton 360, da Symantec, acompanhada por pioneirismo de Panda e McAfee, puxa venda de softwares por assinatura para desktops.
Em 1995, o pesquisador Nicholas Negroponte escrevia no livro “A Vida Digital” que a venda de softwares em caixas era algo contraditório, já que comercializava em uma mídia física um bem composto por bits.
Dez anos depois, a análise de Negroponte começa a fazer sentido para o mercado da computação doméstica por meio de um movimento começado no ambiente corporativo chamado de “software como serviço”.
A idéia é clara: em vez de empacotar o aplicativo em uma caixa com manual e cobrar por sua venda, as empresas podem vender apenas o produto pela internet cobrando taxas anuais por seu uso.
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O anúncio da Symantec, que oficializou nesta quarta-feira (21/03) sua a entrada no mercado brasileiro com seu aplicativo Norton 360, pode ser encarado como o início da popularização do conceito na área de segurança entre usuários brasileiros.
Essa é uma tendência que já é praticada no Brasil pela McAfee e pela Panda. "Na realidade, você não compra o software, mas a garantia de atualização na base de dados. Enquanto a licença ainda estiver válida, a empresa garante atualizações do produto para versões mais novas”, explica Eduardo D´Antona, diretor-executivo da Panda Brasil.
Por mais que tenha dado início à futura popularização do software como serviço entre desktops domésticos, é da Microsoft a postura mais recatada em relação à venda dos seus softwares em caixas fora do setor de segurança.
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