Cebit 2007: Empresas rejeitam idéia de usar malware para prender crackers
Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*
Publicada em 15 de março de 2007 às 16h02
Londres - Fabricantes de segurança afirmam que não mudarão critérios de seus antivírus para ajudar investigações federais que usem malwares.
E se os grupos dos bons usuários começassem a usar as ferramentas dos criminosos para pegá-los, mas outros bons usuários os impedissem de fazer isto?
Policiais alemães expressarem interesse em desenvolver ferramentas de software para ajudar usuários de computadores que possa estar envolvidos em crimes.
As ferramentas podem incluir tipos de malwares similares aos usados em fraudes online e esquemas de roubo, como programas que gravam registros da teclas do PC.
Companhias de segurança, no entanto, estão afirmando que não fariam exceções para que seus aplicativos, por exemplos, não acusassem cavalos-de-tróia plantados por representantes legais em PCs dos usuários.
Magnus Kalkuhl, analista de vírus da Kaspersky, afirmou nesta quinta-feira (15/03) durante a CeBit que a Alemanha confirmou seus planos de investir 264 mil dólares na idéia e custear dois programadores para o caso.
O projeto foi informalmente nomeado de "Bundestrojaner", que pode ser traduzido literalmente do alemão para "Cavalo-de-tróia federal".
Duas decisões legais na Alemanha, no entanto, joagram dúvidas sobre se o uso de tal tecnologia - sem o conhecimento dos usuários afetados - não iria contra a lei alemã que diz respeito às buscas, afirma Kalkuhl.
O Clube do Caos de Computadores na Alemanha afirmou no mês passado que se opõe à estratégia do governo e que tais buscas e monitoramentos online violam os direitos fundamentais do usuário.
A questão pode ser ainda mais controversa caso criminosos online usem antivírus ou softwares que combatam malwares.
Enquanto considere a idéia de ajudar a estratégia com pressões para mudar a lei, a Kaspersky não modificar seu software para permitir que programas clandestinos da polícia infectassem um PC. Tal mudança iria contra o que um software do tipo tem que fazer, afirmou Kalkuhl.
"A decisão é baseada no que o programa faz, não em que o escreveu", afirmou Kalkuhl na Cebit.
Em 2001, foi a vez da finlandesa F-Secure decidir que não modificaria seu software a pedido das organizações legais, afirmou Mikko Hypponen, chief research officer.
Abrir uma exceção para a polícia francesa abriria precedentes para outros países, afirmou ele.
"Aonde desenharíamos a linha?", questiona Hypponen. "Não vamos desenhar linha alguma neste sentido".
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