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20 de setembro de 2009
seguranca
Ataques e Ameaças

Aparelhos móveis podem expor redes corporativas a ameaças de segurança

Por Cara Garretson, para o IDG Now!*

Publicada em 23 de fevereiro de 2007 às 10h57

Framingham - Aumento no número de funcionários que usam aparelhos móveis, aliado ao relapso de muito deles, pode minar segurança corporativa.

A última ameaça de segurança que ronda escritórios está facilmente acessível às mãos em fivelas nos cintos ou jogados em bolsas dos funcionários.

Aparelhos sem fio que podem enviar e receber e-mail - smartphones com Windows Mobile e Symbian ou a linha BlackBerrie - estão emergindo como ameaças corporativas sérias por seu uso ter se tornado tão amplo e avançado que crackers estão se focando nos gadgets para roubar dados corporativos, afirmas experts de segurança e fabricantes.

"Já houveram casos de vírus e outros malwares que atingem telefone celulares sem qualquer tipo de conseqüência mais grave, mas definitivamente haverá problemas maiores", analisa David Ferris, presidente da Ferris Research.

Ameaças em mensagens móveis ainda são raras, de acordo com David Champine, diretor-sênior de marketing de produtos da fabricante de segurança Cloudmark.

Um deste é o spam de SMS, que pode direcionar o usuário atingido para um site onde o cracker vende algum produto ou, pior, induzir o download de softwares que roubam dados financeiros e pessoais dos usuários.

Esta preocupante forma de spam acontece há anos, mas prevalece nos Estados Unidos, onde o envio de mensagens é bem mais popular que na Europa e Ásia.

Muito mais preocupantes são as ameaças que surgem que empregados acessam seus e-mails corporativos e outras aplicações a partir de um aparelho sem fio, disse Champine.

Como muitos usuários navegam normalmente e checam seus e-mails a partir dos gadgets, que não têm antivírus, antispam e outros softwares de segurança em sua maioria, os aparelhos podem servir para infectar micros de mesa, explica Champine.

Como o aparelho móvel do funcionário está aberto para tais ameaças, a rede inteira de toda a companhia também fica quando o gadget é sincronizado com o servidor de Exchange ou com a aplicação CRM do ambiente corporativo, afirmou ele.

"As pessoas confiam nestes aparelhos, pelo fato de haver a responsabilidade dos profissionais de TI, mas crackers sempre buscam pelo maior retorno na porta de acesso menos conhecida do aparelho", afirma.

Crackers também começam a ensaiar ataques diretos às redes dos provedores de serviços móveis.

A McAfee, que desenvolve softwares de segurança para operadoras móveis que protegem telefones celulares de vírus, cavalos-de-tróia e outras ameaças, no começo do mês divulgou descobertas de um estudo mundial com 200 operadoras.

Dos respondentes, Cerca de 83% afirmou que suas redes foram infectadas por ameaças que afetam os aparelhos conectados a elas.

Os entrevistados também disseram que o resultado primário destes malwares em seus negócios é a diminuição da confiança e satisfação dos clientes - que pode ser um grande problema na indústria móvel, em que usuários trocam rapidamente de operadora -, além da diminuição da performance da rede.

Há um preço a ser pago, no entanto, para melhor segurança móvel. Empregados com gadgets não demorarão em lamentar se precisarem carregar um telefone apenas para o e-mail corporativo e outro para assuntos pessoais, afirma ele.

Departamentos de TI deverão limitar a quantidade de dados trafegados que o usuário pode acessar na rede interna, o que pode reduzir o risco de infecções e invasões.

*Cara Garretson é editora do NetWork World, em Framinghan.

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