Infecções em celulares já atingiram 83% das operadoras móveis, diz McAfee
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 12 de fevereiro de 2007 às 15h25
São Paulo - Número de incidentes de segurança reportados pelas operadoras em 2006 aumentou cinco vezes em relação a 2005, diz pesquisa.
Quase metade das operadoras móveis sofreu pelo menos uma epidemia de
códigos maliciosos em sua rede nos últimos três meses, segundo dados
divulgados pela McAfee nesta segunda-feira (12/02), no 3GSM World, em
Barcelona.
Das operadoras participantes do estudo, 83% foram atingidas por algum
tipo de infecção. Além disso, o número de incidentes reportados em 2006
aumentou cinco vezes em relação a 2005.
A pesquisa, realizada pela Informa Telecoms & Media (ITM), o número
de operadoras que gastaram mais de 200 mil dólares em segurança dobrou
em 2006, com relação a 2005, enquanto o número de operadoras móveis que
estimam gastar mais de mil horas para lidar com ameaças móveis aumentou
sete vezes.
Quase um terço (29%) das operadoras afirmarou que o maior impacto dos
problemas de segurança foi na satisfação dos clientes, fator-chave em
um mercado já atingido por taxas significativas de mudança de provedor,
segundo o estudo. O segundo maior impacto é no desempenho das redes.
Mas apesar de estarem registrando aumento nos incidentes de segurança e
de estarem preocupadas com o impacto futuro destes incidentes, as
operadoras ainda encontram dificuldade para implementar as políticas de
proteção que acham necessárias.
Menos de um terço das operadoras que acham importante adotar proteção
no nível das aplicações e dos dispositivos de fato a implementam.
Apesar de menos operadoras acharem importante adotar segurança no nível
da rede, mais da metade delas têm proteção neste âmbito.
Os planos para o futuro, contudo, contemplam mais verba para segurança:
85% das operadoras ouvidas pretendem aumentar os orçamentos dedicados à
área, com o objetivo de conter intrusão na rede, vírus móveis, ataques
de negação de serviço (DoS), spam e phishing móvel.
A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2006 e Janeiro de 2007, por
meio de convites a operadoras móveis de todo o mundo para responder
anonimamente ao questionário. Os
resultados foram checados por meio de
entrevistas pessoais confidenciais. O questionário foi respondido por
mais de 200 participantes.
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