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21 de setembro de 2009
seguranca
Privacidade

Número de vítimas de vazamento de dados nos EUA passa dos 100 milhões

Por Robert McMillan, para o IDG Now!*

Publicada em 15 de dezembro de 2006 às 08h58

São Francisco - Com a perda de dados de 382 mil funcionários da Boeing, lista que registra perda de dados desde 2005 passa marca dos 100 milhões.

Um laptop roubado da Boeing levou a mais de 100 milhões o número de pessoas que foram vítima de perda ou roubo de dados nos Estados Unidos. Na terça-feira (11/12), a companhia revelou que dados de 382 mil funcionários e ex-funcionários - incluindo número de seguro social, nome e endereço - haviam sido comprometidos graças ao roubo de um notebook sem criptografia, no início de dezembro.

Com a contribuição da Boeing, o número de vítimas de vazamento de dados no país ultrapassou a marca dos 100 milhões registrados no site do Órgão de Direito a Privacidade dos Estados Unidos, segundo Beth Givens, diretora do grupo de defesa do consumidor.

O site vem registrando os vazamentos de dados desde fevereiro de 2005, quando a ChoicePoint revelou o roubo de dados de 163 mil vítimas do banco de dados da companhia.

O incidente da ChoicePoint foi memorável porque embora fosse obrigada a alertar as vítimas na Califórnia - único estado nos Estados Unidos com uma lei que obriga tal prática -, a companhia decidiu notificar todas as vítimas, disse Givens. “Foi a primeira vez, até onde sabemos, que uma entidade invadida decidiu revelar o evento a indivíduos em todo país”, disse ela.

“Foi um divisor de águas, porque outras empresas que vivenciaram vazamento de dados passaram a comunicar a situação a pessoa sem todo país”, acrescentou Givens.

Desde então, episódios como o do Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos e, mais recentemente, da Universidade da Califórnia, ganharam atenção nacional.

Givens acredita que o real número de vítimas de vazamento desde o caso ChoicePoint  é ainda maior. “Acho que o número de 100 milhões é bastante artificial, mas indica que o problema é muito significativo”, comenta.

A advogada não soube dizer se toda essa publicidade aumentou a segurança do usuário. “É bastante óbvio, pela lista que compilamos, que estamos em uma canoa furada quando o assunto é segurança de dados”, disse ela. “Não acho que os consumidores podem se sentir tranqüilos em relação à proteção das suas informações pessoais”, concluiu.

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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