Publicidade

21 de novembro de 2008

Postura dos bancos quanto a certificação digital decepciona governo

Por Vinicius Cherobino, repórter do Computerworld.
Publicada em 13 de dezembro de 2006 às 17h18

São Paulo - Diretor de infra-estrutura da ICP-Brasil se diz "decepcionado" com comportamento dos bancos quanto ao uso da tecnologia.

Durante a divulgação dos resultados da 1ª pesquisa Ibope Solution sobre o mercado de certificação digital no Brasil, Mauricio Coelho, diretor de infra-estrutura da ICP-Brasil, afirmou estar decepcionado com o comportamento dos bancos em relação à adoção da Certificação Digital.

O executivo cita o acordo, assinado no final de 2004, entre o órgão e a Febraban. Nele, os bancos iriam investir pesado e ajudar no processo de expansão da CDig. “O pacto dizia que os bancos adotariam cerca de 500 mil certificados digitais para pessoas físicas até o final de 2005. Passou o ano e nada aconteceu. Agora, terminado 2006, esse tema ainda está em aberto”, conta.

Para Coelho, no entanto, a demanda de investimentos das organizações - relacionados com a compra dos cartões com chip, das leitoras e dos certificados para os correntistas - não é o maior entrave contra a tecnologia. “Existe um grande debate sobre a forma que esses smart cards devem ser colocados no mercado, já que nenhum banco quer a bandeira de seu concorrente no cartão do cliente. Ainda não está claro para eles, também, como seus serviços podem ser oferecidos com a certificação digital”, diz. Ele ressalta, contudo, que “de qualquer maneira, as conversas com os bancos continuam”.

Mauricio Coelho acredita que os bancos desempenhariam um papel importante para estender os certificados digitais para as pessoas físicas, mas outras iniciativas do governo e de redes varejistas de e-commerce estão ajudando a realizar o salto. “Iniciativas dos setores de saúde e previdência, assim como do setor trabalhista, estão trazendo a Certificação Digital para o centro das conversas”, afirma.
As instituições financeiras já utilizam os certificados para assinatura de contratos via internet, especialmente de empresas. A autenticação de usuários no internet banking, contudo, é um tema que continua sem alteração.

A pesquisa


Sem divulgar números, a pesquisa tinha um caráter qualitativo, o levantamento aponta que o Governo foi o maior responsável pela adoção dos CDig. Programas como o e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), da Receita Federal, serviram de impulsionadores da tecnologia nas corporações.

Dentro das companhias, os contadores e analistas fiscais foram os maiores responsáveis pela adoção de CDig. “Esses profissionais tomaram ou influenciaram a decisão, tanto pela adoção da certificação digital quanto pelo fornecedor escolhido”, aponta Laura Castelnau, diretora de atendimento e planejamento do Ibope Solutions. A pesquisa aponta que os profissionais de TI não estavam à frente desse processo, atuando apenas como suporte das iniciativas.

As maiores vantagens percebidas pelos usuários corporativos com a certificação digital está na diminuição da burocracia e no aumento da segurança. Atualmente, segundo dados da Certisign, existem um milhão de certificados digitais ativos no Brasil, metade deles dentro da própria ICP-Brasil.


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Compras online seguras

Compras online seguras

Veja 10 dicas para evitar dores de cabeça em sites de comércio eletrônico nas compras de Natal

Redes sociais seguras

Redes sociais seguras

Confira 12 dicas para garantir sua segurança digital enquanto participa de uma rede social.

Razões para ser paranóico

Razões para ser paranóico

Listamos 10 razões para você ser paranóico sobre a vulnerabilidade de seus dados na web.

Proibido para adultos

Proibido para adultos

Restrição a conteúdo adulto no trabalho deve ter regras claras. Por Denny Roger

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...