Especialista debate o que é mito e realidade sobre os vírus por celular
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 02 de agosto de 2006 às 07h00
São Paulo - Juha Ollila, diretor de território da F-Secure, afirma que, mesmo sem motivos para pânico, infecção só tende a aumentar. Confira a entrevista.
Juha Ollila, diretor de território da F-Secure, não quer ser considerado um cavaleiro do apocalipse quando o assunto é vírus por celular. Cauteloso, ele diz, nesta entrevista exclusiva, que ainda não há motivo para pânico, mas, em contrapartida, apresenta dados que podem preocupar.
- Um país do Hemisfério Sul teve mais de 13 mil infecções em um ano.
- Operadoras do Hemisfério Sul têm registrado mais de 200 infecções por dia em suas redes. Mesma taxa das européias.
- À medida que cresce o mercado de smartphones, telefones que são mais computadores e menos os aparelhos tradicionais, a tendência é que aumenta a disseminação destes vírus.
“As ameaças estão avançando bem devagar, o que não deve motivar pânico entre usuários”, afirmou o executivo. Ficou calmo? Então veja essa outra frase: “A infecção de vírus por Bluetooth é como uma gripe: você acorda, vai pra rua, espirra e alguém é infectado”
Tire suas conclusões nesta entrevista:
O quanto ameaçador são os vírus para celulares atualmente? Todos deveriam ter medo de vírus para celulares?
No momento, a ameaça não é tão proeminente. Temos provas de que isto está acontecendo em vários lugares, mas se as pessoas estão conscientes, elas devem evitar o problema.
Os vírus, porém, estão evoluindo tanto que nós já temos a primeira praga para celulares que tem como foco ganhar dinheiro, detectado na Rússia, e a primeira praga que espiona usuários, que é a FlexySpy.
Existem novas formas de vírus móveis no momento e, de contatos com operadoras, sabemos que existem um grande tráfego de mensagens MMS infectadas em alguns países. Existem ameaças, mas se você sabe como evita-las, é possível evita-las.
Quais países são os maiores afetados por vírus de celulares?
Por contrato, não podemos revelar o nome dos países, pois se tornaria público as operadoras atingidas. Mas posso falar que, em um país da América do Sul, foram detectadas mais de 13 mil infecções em apenas um ano.
Em outro país do hemisfério sul, soubemos que cada uma das operadoras contabiliza cerca de 200 novas infecções de aparelhos por dia.
Em operadoras européias, a relação (entre ameaças em circulação em redes telefônicas) é muito parecida. Então obviamente existem infecções.
Nas negociações com operadoras, algumas ainda não reconhecem que seja um problema, pelo baixo número de reclamações de usuários. Todas com as quais conversamos, no entanto, já relataram problemas com os principais vírus do mercado.
Mas é um problema global, com evidências maiores em alguns países do que em outros.
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