Publicidade

20 de novembro de 2008

Conheça a segurança que protege os votos da urna eletrônica

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 26 de julho de 2006 às 08h00

São Paulo - TSE investe 200 milhões em segurança e diz que sistema é à prova de falhas. Professor da Universidade de Brasília critica urna eletrônica.

selo_pequeno_01_entrada_88x66A segurança é um dos pontos mais polêmicos em relação à votação eletrônica. Apesar de todo o avanço das eleições eletrônicas, críticos do modelo ainda levantam dúvidas sobre a confiabilidade do sistema.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema é 100% confiável. “Uma das maiores vantagens da urna é que ela colhe os votos offline, ou seja, desconectada da internet, evitando ataques remotos”, justifica Athayde Fontoura Filho, diretor geral do órgão.

Cada urna é equipada com um drive de disquete, onde são computados os votos. Estes disquetes são selados com uma chave criptográfica, que garante que somente eles poderão ser inseridos no ponto de transmissão, de onde serão enviados para o Tribunal Regional Eleitoral de cada Estado e, posteriormente, ao TSE.

Leia neste especial de eleições:
>Urna eletrônica completa 10 anos
>Cientista avalia biografia de candidatos na Wikipedia
>Horário eleitoral já começou na internet
>Fiscalize seu candidato pela web
>Até 2012, todas as urnas terão recurso biométrico
>Empresa brasileira exporta urnas eletrônicas
>Que países já usaram a urna brasileira?
>Fotos: referências dos candidatos na web

Segundo Fontoura, o processo de comunicação e a rede do TSE são protegidos por sistemas da Modulo Security, empresa nacional de segurança. Nestas eleições, o tribunal investiu 200 milhões de reais em sistemas de proteção.

Apesar destes esforços, críticos ao modelo adotado pelo TSE questionam a inexistência de comprovantes impressos que permitam a auditoria e recontagem de votos. “É possível fraudar qualquer sistema de informação, sem exceção”, argumenta o professor Pedro Rezende, da área de Computação da Universidade de Brasília.

De acordo com ele, para se fraudar uma eleição eletrônica que não permite recontagem, como a que ocorre hoje Brasil, basta um programador com privilégios, conhecimento e oportunidade adequados. “Tanto melhor se protegido pelo mito da segurança por obscurantismo”. Segundo Resende, existem pontos frágeis no sistema que precisam ser modificados, como a falta de possibilidade de uma auditoria externa em todos os programas.


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Compras online seguras

Compras online seguras

Veja 10 dicas para evitar dores de cabeça em sites de comércio eletrônico nas compras de Natal

Redes sociais seguras

Redes sociais seguras

Confira 12 dicas para garantir sua segurança digital enquanto participa de uma rede social.

Razões para ser paranóico

Razões para ser paranóico

Listamos 10 razões para você ser paranóico sobre a vulnerabilidade de seus dados na web.

Proibido para adultos

Proibido para adultos

Restrição a conteúdo adulto no trabalho deve ter regras claras. Por Denny Roger

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...