Conheça a segurança que protege os votos da urna eletrônica
São Paulo - TSE investe 200 milhões em segurança e diz que sistema é à prova de falhas. Professor da Universidade de Brasília critica urna eletrônica.
A segurança é um dos pontos mais polêmicos em relação à votação eletrônica. Apesar de todo o avanço das eleições eletrônicas, críticos do modelo ainda levantam dúvidas sobre a confiabilidade do sistema.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema é 100% confiável. “Uma das maiores vantagens da urna é que ela colhe os votos offline, ou seja, desconectada da internet, evitando ataques remotos”, justifica Athayde Fontoura Filho, diretor geral do órgão.
Cada urna é equipada com um drive de disquete, onde são computados os votos. Estes disquetes são selados com uma chave criptográfica, que garante que somente eles poderão ser inseridos no ponto de transmissão, de onde serão enviados para o Tribunal Regional Eleitoral de cada Estado e, posteriormente, ao TSE.
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Segundo Fontoura, o processo de comunicação e a rede do TSE são protegidos por sistemas da Modulo Security, empresa nacional de segurança. Nestas eleições, o tribunal investiu 200 milhões de reais em sistemas de proteção.
Apesar destes esforços, críticos ao modelo adotado pelo TSE questionam a inexistência de comprovantes impressos que permitam a auditoria e recontagem de votos. “É possível fraudar qualquer sistema de informação, sem exceção”, argumenta o professor Pedro Rezende, da área de Computação da Universidade de Brasília.
De acordo com ele, para se fraudar uma eleição eletrônica que não permite recontagem, como a que ocorre hoje Brasil, basta um programador com privilégios, conhecimento e oportunidade adequados. “Tanto melhor se protegido pelo mito da segurança por obscurantismo”. Segundo Resende, existem pontos frágeis no sistema que precisam ser modificados, como a falta de possibilidade de uma auditoria externa em todos os programas.
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