Estudo: 70% das pragas detectadas no primeiro trimestre roubam informações
São Paulo - Análise da Panda aponta presença esmagadora de ameaças que visam dados sigilosos e ilustra mudanças no comportamento de hackers.
Estudo da companhia de segurança Panda Software afirma que 70% dos códigos maliciosos registrados no primeiro trimestre de 2006 tinham como objetivo roubar dados confidenciais do usuário, conforma anúncio nesta sexta-feira.
A principal conclusão do extenso documento, que registra as principais ameaças dos primeiros três meses do ano, é, segundo a Panda, a mudança na dinâmica das ameaças digitais, onde a principal prioridade passou a ser o lucro financeiro, não os estragos causados aleatoriamente.
Ilustração desta tendência, a Panda destaca a participação dos spywares e cavalos-de-tróia entre as pragas mais neutralizadas pela empresa durante o período - responsáveis, respectivamente, por 40% e 17% das ameaças. Pragas do tipo Dialers e Bots seguem a lista, com participação de 8% e 4%, na ordem.
"Atualmente, os tipos de malware que estamos mais registrando são spywares, cavalos-de-tróia e bots, que podem se instalar silenciosamente e permanecer escondidos em sistemas sem que o desempenho se modifique", explica Luis Corrons, diretor da Panda Labs.
A situação apresenta o comportamento oposto dos hackers quando vírus e worms representavam a maior ameaça online e conferiam visibilidades a seus criadores.
Os worms, antes tão temidos pelos estragos causados em PCs, ocupam apenas a quinta posições entre as ameaças, com meros 4% de participação. Entre as novas pragas detectadas no período, o declínio de vírus e worms é explicitado por sua participação de apenas 5%, enquanto bots corresponderam por 12% e Backdoors por 15%.
Assim como na lista das mais neutralizadas, os cavalos-de-tróia aparecem com a maior participação entre as pragas novas - corresponde a 47% das ameaças.
Além da grande participação entre as novas ameaças, as pragas espiãs podem ser encaradas com ainda mais temor pela falta de habilidade do usuário em diferenciar spywares de outros serviços ou aplicativos.
Pesquisa da SiteAdvisor aponta que 97% dos usuários não conseguem apontar com exatidão softwares ou páginas que contenham pragas espiãs.
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