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20 de novembro de 2008

Ranking de vírus mais ativos mostra nova atitude dos hackers

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 04 de maio de 2006 às 09h00

São Paulo – Vírus com mais de dois anos lideram lista de vírus mais ativos. Para especialistas, é um sinal de que hackers estão investindo em novas estratégias. Saiba quais.

Entre as listas de ameaças digitais mais freqüentes nos últimos meses, é comum notar a presença de nomes como Netsky, MyDoom, MyTob ou LovGate.

A “panelinha” não teria problema algum, se ocorresse há um ano atrás. Em um mercado onde poucos meses representam uma eternidade, os vírus mais perigosos de março foram criados há mais de doze meses.

Mesmo com os dois anos completados em março, o Netsky ocupa três das dez posições da lista da Kaspersky, além de ser segundo no ranking da Panda e ser coroado como ameaça mais atuante de março pela Sophos.

Um ano mais novo, o MyTob mostra a mesma amplitude. Segunda na lista da McAfee, a praga cravou nada menos que cinco e quatro posições nos rankings, respectivamente, da Sophos e da Kaspersky, na qual, aliás, foi coroada como a mais atuante.

Com a mesma idade do MyTob, o MyDoom também aparece nas listas da Sophos (4ª posição) e McAfee (6ª posição). Já o LovGate, também com dois anos, figura em dois postos (o terceiro e o quinto) na listagem da Kaspersky.

Saturação do "mercado" para hackers ou comportamento indevido dos usuários? Entre os principais motivos cogitados para a longa permanência dos códigos entre as principais ameaças online destaca-se outro fator: a mudança de perfil dos ataques.

Se antes o grande atrativo era aparecer, o que motivava hackers a escrever vírus que estragassem máquinas e provocassem danos nas casas dos milhões de dólares para empresas, a preocupação atualmente é agir da maneira menos chamativa o possível.

Em vez do estardalhaço provocado por pragas como o LoveLetter ou o Melissa, spywares e cavalos-de-tróia hoje se incubem de abastecer o hacker com senhas e dados confidenciais para lesar financeiramente usuários específicos.

O gerente de contas técnicas da Trend Micro, Gustavo Montediosca, vê na mudança uma tendência dos hackers em se esconder. "Programadores de vírus atualmente procuram alvos discretos e roubam informações".

A situação é ilustrada por uma comparação irônica comum no mercado de segurança: se antes os hackers eram adolescentes que se divertiam com vírus, hoje eles cresceram e precisam alimentar os filhos.

As listas referentes aos meses de fevereiro e abril ilustram esta mudança. "A idade (das pragas presentes nas listagens) representa muito bem quando o perfil mudou", afirma Lúcio Costa de Almeida, especialista em segurança da Symantec.

Ainda que não seja ser considerada uma atitude em extinção, a produção de vírus do tipo "arrasa-quarteirão" minguou completamente desde que houve a mudança no foco das ações e atrai cada vez menos atenções por parte dos hackers. "O Netsky se mantém lá em cima graças à migração para os spywares", analisa Montediosca.


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