Aprenda a se livrar de vírus e pragas
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG now!
Publicada em 24 de fevereiro de 2006 às 19h05
Atualizada em 18 de abril de 2006 às 15h26
São Paulo - Saiba o que fazer para não ser infectado por essas pragas virtuais tão comuns na web.
Patronos das ameaças virtuais, os vírus foram os primeiros responsáveis
por começar o pânico na internet. A infecção, na maioria das vezes,
acontece por um e-mail com um arquivo malicioso que chega inocentemente
à caixa postal do usuário.
Leia neste especial sobre segurança digital:
>Livre-se dos vírus
>Phishing: o conto do vigário digital
>Crie senhas seguras
>Bê-a-bá da segurança
>Como evitar fraudes em bancos online
>Vírus completam 20 anos
Mesmo
tendo diminuído com o tempo, a infecção por e-mails ainda pode provocar
preocupações. Para se defender, o usuário conta com dois cuidados
principais: ter um software de segurança sempre atualizado e evitar
abrir anexos de mensagens não confiáveis.
"Existe um trio de
softwares de segurança que todo usuário precisa ter. Um firewall, um
antivírus sempre atualizado e um anti-spam, caso ele seja um heavy user
do e-mail" adverte José Antunes, gerente de engenharia da McAfee.
"Ainda assim, é preciso ter desconfiança e cuidado".
Lúcio Costa
de Almeida, especialista em segurança da Symantec, afirma que, fora o
aplicativo, todas as velhas máximas sobre segurança continuam valendo.
"É até meio clichê, mas tem que desconfiar de e-mails de pessoas
desconhecidas e ter cuidado ao visitar sites pouco famosos."
Como
estão em atividade há 20 anos, os vírus apresentam um sistema de
infecção por e-mail bastante conhecidos das suítes de segurança, que
rastreiam as mensagens antes que cheguem à caixa de entrada do usuário.
"No começo, havia altos índices de infecção pelo fato do hacker
mandar o vírus no nome do usuário" diz. "Hoje, os ataques miram às
massas. Se 5% dos vírus enviados infectarem, então o ataque obteve
sucesso."
Além do e-mail
Não são apenas os
e-mails que oferecerem perigos aos usuários de computadores. As redes
P2P de trocas de arquivos e as páginas web também podem esconder
códigos maliciosos.
"Quem baixa música em programas de
compartilhamento deve estar bem mais atento. É fácil baixar uma canção
com um vírus integrado, sem que se desconfie", diz Almeida, citando a
técnica conhecida como "morphin", em que o hacker acopla um código
malicioso que infecta o PC em um arquivo MP3.
A inserção de
códigos maliciosos em sites, ilustrada pelo ataque à falha Windows
Metafile (WMF) do sistema operacional Windows, no final de dezembro de
2005, faz com que o micro do usuário seja infectado por uma simples
navegação.
Ao contrário dos tradicionais ataques, não é
necessário abrir arquivos. A falha, de acordo com Carlos Affonso,
diretor regional da Módulo para São Paulo e Sul, exige medidas um pouco
mais drásticas que as convencionais.
"É necessário observar os
cadeados que o Internet Explorer mostra sempre que se visita uma página
segura e nunca clicar em links desconhecidos", recomenda o especialista
da Módulo.
Presta atenção: toda vez que se visita um site
seguro, um ícone, no formato de cadeado, aparece no canto inferior
direito do browser. Outra dica é observar o endereço: uma página segura
sempre começa com https em vez de apenas http.
Uma ameaça
crescente, que também se instala na máquina sem que o usuário saiba, é
o spyware (programas-espiões), cujo objetivo é roubar
senhas e dados
pessoais. O aumento da sua incidência em sites considerados "inocentes"
à primeira vista é motivo suficiente para que o usuário acrescente à
lista sugerida por Antunes um quarto software, o anti-spyware.
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