WiMax x LTE: especialistas apontam complementação em vez de competição
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O Long Term Evolution (LTE) deverá ser oficializado como padrão de rede para banda larga móvel neste mês, quando o 3rd Generation Partner Program
(3GPP) publica as especificações finalizadas em dezembro, e dá um
empurrão na adoção do potencial primeiro sistema 4G do planeta.
De acordo com especialistas em telecomunicações, o LTE representa a primeira "banda larga móvel de verdade", um conceito
que o mercado se cansou de relacionar ao WiMax mas que, pela falta de
investimentos no padrão pelo mundo, ainda não chegou a se concretizar.
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A tradicional exigência de pesados investimentos
em infra-estrutura de telecomunicações dará ao suposto rival do LTE, o
WiMax, muitos meses de vantagem até que as primeiras redes comerciais
do novo padrão cheguem aos consumidores.
“A única diferença é o
público alvo: para o LTE, são operadoras. Para o WiMax, são as
operadoras competitivas (empresas de outros setores que começaram a
oferecer serviços de telecomunicações), fixas e, às vezes, móveis”,
detalha José Geraldo Alves de Almeida, gerente de desenvolvimento e negócios da Motorola.
As afirmações de Almeida são confirmadas em um estudo publicado pela InStat
que diz que, por mais que suas características técnicas sejam
semelhantes, WiMax e LTE caminham para um cenário de convivência mútua
atendendo dois nichos diferentes.
Enquanto o WiMax vem se
tornando uma alternativa para que provedoras de banda larga aumentem
sua área de cobertura fixa, o LTE é a saída para que operadoras móveis
cubram “buracos” dentro de suas redes até que todas tenham migrado para
a tecnologia.
“No fundo, o WiMax está virando uma solução de
nicho, enquanto o 3G é algo mais de massa, com um volume (de usuários e
dados trocados) muito maior”, analisa Eduardo Tude, presidente da
consultoria Teleco.
Ambos citam como exemplo os planos de WiMax
que a Embratel oferece atualmente para clientes corporativos no Brasil,
após arrematar licenças de 3,5 GHz leiloadas pela Anatel em 2003.
E
porque uma tecnologia tão amplamente atrelada ao conceito de banda
larga móvel se torna, anos depois, um veículo que atenderá nichos? Um
conjunto de falta de investimentos e de padronização, aposta Tude.
“Hoje,
a maior dificuldade [do WiMax] é o 3G, que está crescendo enquanto sua
padronização demorou e (a situação) complicou ainda mais com a crise
financeira global”, detalha o consultor.
“Se não existisse o
LTE, talvez o WiMax talvez tentasse ocupar esse espaço. Mas as
operadoras já definiram todas [ que vão investir em] LTE. Está
demorando muito mesmo [a aposta em WiMax]”, continua.


