Brasil deverá chegar a 32 milhões de usuários 3G em 2011
A base de 3G no Brasil vai crescer 60% no próximo ano e encerrará 2011 com aproximadamente 32 milhões de assinantes. As previsões são da 4G Americas, associação setorial dos principais provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações, que estima que o País fechará 2010 com 20 milhões de usuários de 3G.
A taxa de penetração desse serviço no Brasil está perto de 10%, acima do índice da América Latina, que atualmente gira em torno de 6%. A região deverá terminar 2010 com cerca de 34 milhões de usuários 3G, número que deverá subir para 62 milhões em 2011, segundo projeções da 4G Americas.
O diretor da 4G Americas para a América Latina e o Caribe, Eramos Rojas, avalia que a tecnologia 3G está expandindo muito rapidamente no mercado brasileiro. Ele aponta como fatores de crescimento o aumento da oferta dos smartphones e as campanhas agressivas das teles para conquistar o público jovem para seus pacotes de dados.
“Há dois anos os smartphones eram mais usados por executivos e hoje muitos jovens têm um terminal desses por causa da queda de preços”, afirma Rojas. Além de BlackBerry, o consumidor encontra uma variedade de modelos de celulares prontos para acessar internet, como das marcas Samsung, HTC e Apple, equipados com os novos sistemas operacionais móveis.
Como resultado disso, Rojas afirma que atualmente 70% do acesso às redes 3G são pelos smartphones e apenas 30% via modem. No começo da implantação desse serviço no Brasil, a proporção era inversa.
A chegada dos tablets, como o iPad ao País deverão também ajudar a impulsionar a banda larga móvel no mercado local. Isso em razão de os brasileiros estarem usando mais a rede sem fio para entretenimento.
Para segurar essa clientela, as teles criaram pacotes para uso ilimitado das redes sociais, serviço que tem atraído principalmente o público jovem. Muito deles estão entrando pela primeira vez na internet pelo celular.
Desafios das teles
Ao mesmo tempo que cresce o uso das redes 3G, aumenta a necessidade de as teles de investirem em espectro e na ampliação de infraestrtura. Rojas diz que logo elas terão de evoluirem suas redes para HSPA+ (High Speed Packet Access) antes de irem para 4G para elevar a capacidade de tráfego, principalmente de vídeo em alta velocidade, que tende a ser demandado pelos usuários.
Outro desafio é o de criar serviços que incrementem a receita de dados. Na telefonia celular, a receita média por usuário no Brasil é de aproximadamente 14 dólares e somente 15% desse valor são gerados com dados.
Em comparação com outros países da América Latina, o diretor da 4G Americas diz que as teles brasileiras ainda têm muito que fazer para melhorar a performance nessa área. No México, 24% do consumo já vêm de dados e na Argentina esse índice está em 39%.


