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ABTA rebate Ancine sobre preço da TV paga no Brasil: “Não é cara”

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 02 de setembro de 2010 às 19h51
Atualizada em 15 de julho de 2011 às 23h13

Pesquisa da associação que reúne empresas de TV por assinatura demonstra que preço no Brasil está dentro da média mundial.

A Associação Brasileira de TV por Assinatura apresentou hoje um estudo feito nas últimas três semanas sobre o preço do serviço no País. O resultado rebate a afirmativa do presidente da Ancine, Manoel Rangel, em palestra durante o próprio congresso da ABTA, realizado no início de agosto, de que o preço da TV por assinatura aqui é um dos mais caros do mundo.

“Hoje o custo da assinatura no pacote de entrada está entre os mais baixos do mundo”, afirmou Gilberto Sotto Mayor, diretor da Net Serviços e coordenador do estudo. “E o preço da assinatura média, aqui, está alinhado ao preço dos demais países estudados”, completou.

O estudo da ABTA comparou os preços do Brasil, incluindo os impostos, aos de países como Argentina, Chile, Espanha e Portugal _ citados pelo presidente da Ancine na palestra _ além de França, Noruega e Reino Unido. Nas comparações foi levada em consideração apenas o serviço de TV por assinatura, excluídos os valores dos demais serviços que compõem os pacotes tipo combo (banda larga e telefonia).

Do mais caro para o mais barato, o Brasil é o quinto país em preço, mesmo levando em consideração a elevada carga tributária do país (ICMS, PIS, ISS, Cofins, Fust, Funtel, Condecine) e encargos como o  pagamento do ECAD e da taxa de uso dos postes. Entre os países da América do Sul, Argentina e Chile têm preço médio maior que o brasileiro: 27,60 Reais e 25,94 Reais, respectivamente, contra 23,56 Reais no Brasil. Já Reino Unido, França e Portugal têm preço médio menor que o brasileiro: 23,48 Reais, 22,60 Reais e 18,24 Reais, respectivamente.

Na opinião da ABTA, a metodologia aplicada pela Ancine deixou margem a uma série de considerações, revistas e aplicadas na nova pesquisa. Entre elas, a comparação de pacotes semelhantes. O uso  do  câmio atual, sem uma sensibilização. E também a manutenção dos canais obrigatórios (must carry) no cálculo do custo médio por canal, já que eles impactam diretamente no consumo de espectro para a oferta do serviço, e praticamente invalida o uso dessa métrica como referência, já que alguns países não praticam o must carry, como o Chile, e outros, como o próprio, têm uma variedade muito grande de quantidade de canais obrigatórios. Segundo o levantamento, o preço médio por canal no Brasil é de R$ 1,46, ante a média de R$ 1,39 de outros países.

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