Associação de telefonia fixa diz que Brasil não corre risco passar por um "caladão"
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A possibilidade de haver um colapso do sistema de telecomunicações no
Brasil está descartada, segundo o
presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço
Telefônico Fixo Cumutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti. “Não há a
menor hipótese”, afirmou nesta quarta-feira (25/11).
Pauletti participou do mesmo seminário em que, momentos antes, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardemberg, anunciou que uma comissão foi criada para estudar o assunto e, assim, evitar o "caladão".
Colapso
De acordo com
Pauletti, o serviço de telefonia fixa do país não está crescendo e está “estacionado” em 40 milhões de usuários. Ele também
não considera a hipótese de que o crescimento da demanda por banda larga
móvel e celulares possa levar a um colapso.
“Banda larga tem algumas
concentrações, alguns gargalos, mas não leva a um 'caladão'”, afirmou o
presidente da Abrafix. Segundo ele, o sistema de telecomunicações
brasileiro está bem estruturado.
Para diminuir a sobrecarga na
infraestrutura do setor, as empresas de telefonia e a Anatel devem ser
reunir no dia 3/12 para negociar a permissão para o
compartilhamento das redes. A experiência já foi testada em cidades com
menos de 30 mil habitantes.
Na época da licitação do serviço de banda larga 3G – móvel –, a agência impôs como condição que essas cidades menores fossem atendidas, e o compartilhamento foi então utilizado. Agora, os setores privado e público negociam uma divisão maior da rede para todo o País.
Controle
O
superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, disse
que a agência também vem controlando os serviços de banda larga móvel
para evitar um
colapso. Segundo ele, o serviço só é liberado quando as empresas
comprovam que as redes estão preparadas para atender a novos
consumidores.
“Se não estivéssemos acompanhando seria muito mais [o
crescimento do mercado de banda larga]. Não tem problema porque nós
estamos segurando [a oferta do serviço]”, afirmou Valente.
O
mercado de banda larga 3G cresceu cerca de 20% só no mês passado. Para o superintendente da Anatel, se a oferta do serviço
estivesse liberada, esse crescimento poderia ser mais que o dobro registrado. Em outubro, 70% do crescimento do mercado de telefonia móvel teve origem nas vendas de banda larga.


