Presidente da Telefônica diz que Speedy melhora em 13 dias

Fabiana Monte, do Computerworld
07 de julho - 20h40 - Atualizada em 15 de março - 12h15
São Paulo - Antônio Carlos Valente, que comanda operadora, detalha plano para solucionar problemas do serviço de banda larga na Câmara dos Deputados.

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, espera que os primeiros resultados de melhoria de qualidade do Speedy, produto de acesso à internet em banda larga da operadora, comecem a ser sentidos a partir de 20 de julho, próximo à data em que o plano de ação para resolver os problemas do serviço completa um mês.

A informação foi dada em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (7/7) para debater falhas do Speedy. Valente disse também que a empresa compromete-se a melhorar "de forma significativa" os processos de comercialização, operação, atendimento e faturamento, de forma atender as expectativas de seus clientes e da sociedade.

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A apresentação mostrada pelo executivo para os parlamentares detalha o plano de melhorias do Speedy que a operadora desenvolveu por exigência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e foi apresentado ao órgão regulador em 26 de junho.

Dividido em três fases, a primeira etapa tem duração de 30 dias e contempla investimentos de 16,1 milhões de reais. Batizada de "etapa de contingência", a fase inclui, entre outras ações, a duplicação da capacidade dos servidores DNS (que indicam para onde cada endereço IP deve apontar quando o servidor receber uma requisição de acesso a um determinado site) e ampliação do núcleo IP da rede em 20%.

Os recursos destinados à segunda parte do planejamento, que deverá ser executada em 90 dias, totalizam 33,6 milhões de reais. Nesta fase, uma das ações a serem tomadas diz respeito à ampliação e implantação de ferramentas de segurança. A capacidade do núcleo IP da rede também será ampliada em 150%.

Na terceira fase, a Telefônica planeja investir 18,4 milhões de reais em até 180 dias. As medidas incluem 100% de contingenciamento dos anéis Metro Ethernet e ampliação de dois para quatro centros de serviços. Tanto a terceira quanto a segunda etapas são classificadas no plano como fases de "ampliação de capacidade".

Histórico
A mais recente falha do Speedy ocorreu em 02/07, cerca de uma semana após a Telefônica ter anunciado a antecipação de investimentos para solucionar os inúmeros problemas que o serviço vem enfrentando no último ano.

O plano é uma tentativa da empresa de retomar as vendas do serviço, proibidas desde 23/06 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por tempo indeterminado, devido aos problemas que o Speedy vem apresentando.

A mais séria das falhas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.