Grupo para Linux em celulares ganha suporte de Verizon e Mozilla

IDG News Service/EUA
14 de maio - 11h46 - Atualizada em 15 de março - 14h58
Seattle – Operadora dos EUA e desenvolvedora do Firefox se juntam à LiMo Foundation, que busca padronizar Linux em telefones celulares.

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A Verizon Wireless anunciou suporte ao Linux para telefones celulares, se tornando a primeira operadora norte-americana a entrar na LiMo Foundation, grupo de desenvolvimento do Linux para aparelhos móveis.

Apoiada por empresas como Motorola, NTT DoCoMo, Panasonic, NEC e Samsung, a LiMo Foundation é uma de tantas iniciativas trabalhando para unificar o desenvolvimento de Linux para que aplicações possam rodar em diferentes aparelhos com diferentes distribuições.

Além da Verizon, a fundação planeja anunciar nesta quarta-feira (14/05) que Mozilla, SK Telecom, Infineon Technologies, Red Bend Software, Sagem Mobiles, SFR e Kvaleberg também estão se filiando ao grupo. A Verizon ganhará uma cadeira no conselho.

No ano passado, a Mozilla afirmou que planejava se focar seriamente no desenvolvimento de um browser móvel. Sua entrada na LiMo pode ser "a passagem para visibilidade", afirmou Ken Dulaney, analista do Gartner.

A LiMo eclipsou bastante o Linux Phone Standards Forum, organização que está definindo padrões para o Linux móvel. A LiMo não está criando padrões, mas sim oferecendo a seus membros tecnologias para que possam desenvolver e contribuir com a criação.

A LiMo, porém, ainda deve conter o Android, plataforma móvel de Linux do Google que está em desenvolvimento.

A Verizon também pode suportar o Android. Em reportagem da revista Business Week na semana passada, o presidente da operadora afirmou que os celulares habilitados pela Verizon usariam Android, mas a companhia voltou atrás e confirmou não ter planos sólidos para tanto.

Por outro lado, AT&T, T-Mobile e Sprint já confirmaram que têm planos para oferecer celulares com Android.

"Eles concordarão com o que vender", afirmou Dulaney sobre o provável suporte da Verizon com Android.

O Google pode, teoricamente, se juntar à LiMo, afirmou Andrew Shikiar, diretor de marketing global da LiMo. "A LiMO é uma organização aberta que todos podem entrar", afirmou. Neste meio tempo, o Google continua a desenvolver a mesma tecnologia que o LiMo vem apoiando.

"Acho que existe alguma frustração com o Google na comunidade de desenvolvimento que vê como um esforço redundante pelo buscador", explica Shikiar. Questionado sobre uma suposta entrada na LiMo Foundation, o Google preferiu não comentar.

Nancy Gohring, editora do IDG News Service, de Seattle