Opinião dos leitores: Internautas criticam limite de downloads em banda larga
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Falta transparência aos prestadores de serviços de banda larga na divulgação dos seus termos de serviços no momento da venda dos produtos e faltam também investimentos em infra-estrutura de rede. Estas foram as principais críticas dos leitores diante da reportagem sobre as penalidades impostas a clientes de banda larga que abusam dos downloads, publicada pelo IDG Now! no último dia 20/03.
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Segundo os leitores do IDG Now!, embora a prática de punir o excesso ao limite de downloads com redução de velocidade, adotada por empresas como NET e TVA, esteja prevista em contrato, ela não é informada ao consumidor quando ele compra os serviços.
“Quando ofereceram-me o serviço Virtua [...], não fui informado da cota mensal. Consultei inúmeros amigos que usam o Virtua e nenhum deles sabia de tal limitação”, relatou o leitor Francisco Teodorico. “Apesar de estar publicado no site, é um detalhe que por uma questão de ética comercial deveria ser informado aos clientes”, critica ele.
“Já passou da hora deles [os limites] se tornarem mais públicos, cabendo ao assinante aceitar ou não”, opinou o leitor Arthur.
Os internautas também criticaram a opção dos provedores de serviço por limitar o tráfego nas redes em vez de investir em ampliação da infra-estrutura para suportar a demanda.
“Isso mostra que os provedores de ‘banda larga’ [...] não investem na infra-estrutura da rede, preferindo limitar e ainda ganhar algum dinheiro com isso”, enfatizou Arthur. “Uma das causas é a falta de concorrência no Brasil”, avalia o leitor.
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“Este tipo de coisa só acontece porque não existe concorrência”, concorda Marcus Vinicius. “Se a operadora quer garantir a qualidade do serviço oferecido, invista”, ele acrescentou.
Em outro comentário, o leitor Maurycio afirmou que a sua prestadora de serviço de banda larga em ADSL - Brasil Telecom – limita o uso de redes P2P sem informar os clientes. “A operadora em nenhum momento reconhece a prática e nem informa aos clientes sobre o assunto antes de se adquirir os seus planos”, denuncia o leitor.
Os internautas apontaram ainda que o problema da cota definida pelo provedor de serviços é que ela não contabiliza apenas os downloads, mas também os uploads de dados. “Nessa conta não entra só download, mas upload também [...], o que limita mais ainda o uso”, observou o leitor identificado como Carlos.
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