
B2U
Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com
Publicada em 09 de junho de 2008 às 08h00
De quem é a culpa?
É possível controlar conteúdos gerados por terceiros na internet? Por Stelleo Tolda
Empresas reclamam de conteúdos próprios veiculados em sites de compartilhamento de fotos, vídeos e músicas. Plataformas de compartilhamento, por sua vez, afirmam que não é possível controlar todos os conteúdos disponíveis na rede e avançam na discussão: a responsabilidade é de todos.
Recentemente, acompanhamos a briga do grupo de entretenimento norte-americano Viacom com o site de compartilhamento de vídeos, YouTube (do Google).
A Viacom acusa o YouTube de permitir a visualização gratuita de desenhos de propriedade intelectual controlada, como Bob Esponja e South Park. O YouTube se defende ressaltando que são os usuários que publicam tais conteúdos.
O Orkut, rede de relacionamentos online, também sofre dos mesmos males. São as pessoas que criam os conteúdos e as comunidades e inserem fotos. Se algo vai mal, a idéia é que um canal de comunicação entre usuários e plataforma/provedor resolva.
Mas, querer controlar tudo o que dizem sobre uma marca, empresa, produto ou serviço é impossível e inviável em tempos de internet. Uma consciência em torno do Creative Commons, um espaço de domínio público, mas com direitos dos autores preservados seria uma das melhores soluções em minha opinião.
Os temas discutidos por essas empresas gravitam em torno dos conteúdos gerados por terceiros nas plataformas de internet. Um usuário insere um vídeo na rede por meio do YouTube, posta uma foto por meio do Flickr, cria uma comunidade por meio do Orkut, tem um blog por meio do Blogger. E quem são os responsáveis por todos estes conteúdos? As pessoas que os inseriram.
No entanto, alguns tendem a relacionar esses conteúdos com as organizações que oferecem a ferramenta de inserção disso tudo.
As redes sociais – ou qualquer comunidade – não podem ser entendidas como entes isolados. Estão ligadas aos usuários e suas reputações estão diretamente ligadas às reputações individuais de seus membros. Não significa que não tenham nenhum trabalho a fazer.
Caso encontre um conteúdo que considere irregular, o que deve ser feito? Avisar o provedor, que por sua vez, deve oferecer canais de denúncia de fácil localização e devem contar com um time de pessoas para avaliar cada caso comunicado.
A questão é complexa e o debate ainda tem muito a evoluir. E você? Acha que a culpa é de quem?
Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com, desde o seu lançamento em 1999, e também editor do blog MLOG (http://www.mercadolivre.com.br/mlog).
Todos os textos de "B2U"
IDÉIA 2.0 - O BLOG DO DIGITAL AGE 2.0
Posts mais recentes:
Conteúdo especial produzido e atualizado por empresas parceiras do IDG Now!
Links patrocinados
7 surpresas de 2008
Quem esperava pelo sucesso dos netbooks ou do Wii Fit? Veja o que surpreendeu neste ano.
Crise: como será 2009?
Saiba quais as áreas não vão ser afetadas pela crise global e quais podem ser.
Central da crise econômica
Boas ou más notícias? Acompanhe as principais notícias sobre os efeitos da crise global.
Natal seguro na web
Confira dicas para se proteger nas compras de fim de ano pela internet. Por Patrícia Peck
Links patrocinados

CIO Perspectives Focus
CIO Perspectives Conference
Digital Age 2.0













