Crítica à mudança nas configurações de privacidade não abala Google

PC World (US)
12/03/2012 - 12h08 - Atualizada em 15/03/2012 - 13h40
Segundo comSocre e Pew Internet, buscador teve leve crescimento na quantidade de pesquisas realizadas em fevereiro, atingindo participação de 66,4%.

As críticas que a Google recebeu de legisladores, governos e da imprensa nas últimas semanas, sobre as mudança em sua política de privacidade, não abalou a popularidade do gigante das buscas, de acordo com estudos realizados pela comScore, Pew Internet e  American Life Projec, divulgados na última sexta-feira (9/03)

Em fevereiro, quando a polêmica sobre a nova política de privacidade da Google estava em alta, a empresa ainda conseguiu se manter responsável por 66,4% de todas as buscas realizadas na internet, um ligeiro aumento em relação ao mês anterior, quando o buscador da companhia também foi o mais usado, tendo sido responsável por 66,2% das buscas globais, segundo a comScore.

Longe, atrás do Google,  vem o Bing, com um crescimento de 0,1% em relação a janeiro, conseguindo 15,3% da base de internautas.

O Yahoo, que usa a ferramenta de buscas do Bing, continua registrando queda de usuários, passando de 14,1% em janeiro para 13,8% no mês passado. Juntos, Yahoo e a Microsoft totalizaram 29,1%, uma queda de 0,3% em relação ao mês anterior.

Entre os serviços de busca menos usados vem o Ask, que manteve uma base de usuários inalterada durante o período, de 3%, e a AOL, que caiu 0,1%, chegando a 1,5%.

Não nos busque, Google
A análise da Pew sobre ferramentas de pesquisa explica o motivo da Google permanecer como líder do segmento. A consultoria descobriu que 83% dos 2200 entrevistados usaram o buscador quando precisaram encontram algo na internet. Atrás da gigante das buscas, o Yahoo obteve 6% da cota de mercado.

A pesquisa da Pew revelou também que muitos internautas realmente não gostam que o buscadores armazenem dados pessoais, já que quase dois terços dos entrevistados (65%) se mostraram insatisfeitos com sites que usam hitóricos pessoais de navegação para classificar os resultados de pesquisas futuras.

Entre os entrevistados, 73% afirmaram que não querem que sites de buscas rastreiem dados pessoais para personalizar suas pesquisas e 68% disseram se opor a publicidade direcionada porque não querem seu comportamento online analisado por empresas.

Em contraste com esse resultado, apenas 38% declararam que sabiam como limitar os dados coletados sobre eles na internet. Apesar de tudo isso, a eficácia das ferramentas de buscas continua relativamente alta, já que 91% dos internautas informaram que encontraram parcial ou exatamente o que procuravam em um determinado buscador.

A precisão e a confiabilidade dos resultados teve a aprovação de 73% dos entrevistados. Quase 66% acreditam que os links oferecidos pelos sites eram justos e imparciais e 55% afirmaram que observaram melhora na qualidade dos resultados com o passar o tempo e que apresentaram maior relevância e utilidade também (52%).