Cientistas desenvolvem robô de salvamento baseado em serpentes
Às vezes pode ser muito difícil melhorar designs da natureza. Desde a força incrível das teias de aranha até a viscosidade improvável dos pés de uma lagartixa, os cientistas se inspiraram desde sempre nos feitos de engenharia da natureza. E o animal da vez é a cobra, que está sendo analisada por estudiosos da Georgia Tech na tentativa de desenvolver um robô que poderá ser utilizado em missões de busca e salvamento.
Nesse tipo de situação, um robô teria que passar por um terreno irregular para se locomover. Grande parte dos robôs consegue fazer isso, entretanto não sem gastar grandes quantidades de energia e, potencialmente, superaquecer.
E é nesse momento que o réptil ganha destaque. As escamas da cobra não estão aí apenas para ativar a sua ofidiofobia; elas tem um papel importante ao controlar a quantidade de fricção que é gerada quando a serpente se mexe - ao reduzir a quantidade de atrito, o animal gasta menos energia. Em um movimento chamado locomoção retilínea, a cobra levanta as escamas em sua barriga e utilizada uma onda de contrações musculares que passam pela cabeça até a cauda, fazendo com que a serpente se mova.
Os cientistas gravaram 20 tipos de cobras e estudaram sua locomoção, e tentaram replicar em seu robô, o Scalybot 2. A máquina possui escamas parecidas com as do animal, e o ângulo das mesmas é ajustado automaticamente para se adaptar ao tipo de terreno encontrado. Logo, isso permite que o robô gaste menos energia quando se mover.
Não é tão parecido, mas o importante é o conceito. Clique para expandir


