Mercado de PCs vai muito bem, obrigado
PC World/US
Publicada em 27 de janeiro de 2012 às 08h00
Vendas aumentaram 20% em 2011 e chegada do Win8 e dos ultrabooks devem fazer com que setor cresça.
Com o frenesi que cerca os dispositivos móveis, de smartphones a tablets, é comum deparar-se com previsões quanto ao fim do computador pessoal. No entanto, de acordo com o NPD Group, os números deste mercado continuam bastante altos.
Em 2011, as vendas de PCs – categoria na qual se encaixam desktops e notebooks – avançaram 20% em relação ao ano anterior, e a arrecadação subiu 14%. São outros os dados, porém, que fazem com que o instituto acredite que o setor ainda tem um belo futuro pela frente.
Leia mais: Para Dell, smartphones e tablets não ameaçam PCs
O preço médio, por exemplo, ficou em 764 dólares, 5% abaixo do valor de 2010, mas 4 dólares acima do verificado em 2009, no auge da crise economia. Os desktops foram ainda melhor: os 636 dólares representam queda de 3% na comparação com o ano anterior, mas 13 dólares acima da média de 2009.
Embora as maiores empresas prefiram que o valor de venda aumente em vez de cair, o vice-presidente para análises industriais do NPD Group, Stephen Baker, defende que os níveis são ótimos. “Encontrar estabilidade em qualquer setor de TI é uma tarefa difícil, mas para um mercado de alto nível como o do PCs chega a ser impressionante”, afirmou.
Perspectivas para 2012
Se o ano passado foi bom para os computadores pessoais, este que se inicia tem o potencial para ser ainda melhor. Isso porque alguns lançamentos – muitos dos quais anunciados na Consumer Electronic Show – deram nova esperança à indústria.
Os finos e leves ultrabooks puxam a fila e convidam os usuários a comprá-los na troca pelo antigo notebook. No lado dos desktops, destaque para os all in ones (tudo em um) que juntam monitor e gabinete numa mesma peça e deve agradar aos que se cansaram do emaranhado de fios.
Outro fator a se considerar é a chegada do Windows 8, que deve movimentar o mercado como um todo. A promessa é que ele traga vários dos recursos que tornaram os dispositivos móveis tão populares, como o suporte a telas sensíveis ao toque e agilidade na hora de iniciá-lo e desligá-lo.
Por essa perspectiva, é possível que aqueles que já estavam preparando a epitáfio dos PCs tenham de esperar um pouco mais para decretar a sua partida.
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