Opinião: é hora de pular do barco da RIM caso empresa não mude estratégia?
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A RIM (Research in Motion) mudou sua liderança executiva. Aparentemente, é um passo na direção correta, mas a indicação inicial do novo CEO da empresa, Thorsten Heins, é a de que ele planeja dobrar as estratégias falhas que levaram a companhia ao ponto que chegou atualmente. Pode ser a hora de as organizações que confiaram e hoje dependem da RIM começarem a explorar outras opções.
A fabricante passou de líder dominante de mercado a uma empresa virtualmente irrelevante em um período de cerca de dois anos. De fora, não parece que a RIM realmente tenha uma estratégia. Mas qualquer que seja o plano, ele claramente não está funcionando.
Sugerir que o planejamento atual é interessante é a mesma coisa que assumir o controle do Titanic sabendo que ele vai bater em um iceberg, e conscientemente decidir manter a rota e ver o que acontece.
Bem, a RIM e seus funcionários e acionistas podem resolver a questão. Enquanto isso, as organizações do mundo todo que construíram sua infraestrutura em torno dos icônicos aparelhos BlackBerry da companhia podem ao menos querer encontrar um colete salva-vidas, e descobrir o caminho mais rápido para o bote de resgate...Apenas como precaução.
Pular do barco, ou resolver ficar e segurar firme é realmente uma questão do que você quer ou precisa dos seus aparelhos móveis. Apesar de a RIM ter caído ferozmente na curva de inovação, e não possuir o sex appeal do iPhone e dos telefones Android _ e até mesmo dos aparelhos Windows Phone 7 _ a funcionalidade principal que colocou o BlackBerry no topo um dia ainda continua lá.
A RIM oferece uma plataforma de comunicação móvel fundamentalmente boa e interessante. O sistema BlackBerry OS oferece melhor segurança, e dá aos administradores de TI (tecnologia da informação) as ferramentas necessárias para reforçar políticas, e efetivamente gerenciar aparelhos móveis.
Dito isso, a RIM falhou em desenvolver o BlackBerry OS. Suas tentativas em busca disso falharam completamente, ou foram recebidas como algo abaixo do esperado ou tardiais demais para usuários que preferem as funcionalidades e capacidades mais amplas de smartphones mais avançados como o iPhone.
Para muitas empresas, os aparelhos BlackBerry ainda possuem vantagens diferentes em relação aos rivias, ou suas fraquezas ao menos não são o bastante para motivar o abandono do barco por parte das companhias que investiram plataforma. No entanto, é importante considerar o quão dependente sua organização é da infraestrutura BlackBerry, e qual seria o impacto caso a RIM deixasse de existir.
Não estou dizendo que as empresas devem entrar em pânico e correr nesse momento. Mas apenas sugerindo que as companhias comecem a considerar como se “livrariam” do BlackBerry caso precisem fazer isso, e desenvolvam uma estratégia de saída para fazer uma transição para outra plataforma mobile com o mínimo de danos possíveis à produtividade e as processos administrativos se a necessidade realmente surgir.


