Microsoft aposta em tecnologia de reconhecimento de gestos
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As tecnologias detectoras de movimentos, como a que é utilizada no Kinect, não serão limitadas aos PCs e aos vídeogames. Quem deixou isso claro foi o executivo-chefe de pesquisas e de estratégias da Microsft, Craig Mundie, em um discurso proferido no Michigan Institute of Technolgy (MIT), na quinta-feira, (8/10).
Xadrez e cirurgias
Para ilustrar o leque de aplicações possíveis com base na tecnologia de movimentos, Mundie fala que um médico poderia, durante um procedimento cirúrgico, mover sua mão sobre uma tela e atualizar as informações sobre o paciente ao mesmo tempo em que mentem o local esterilizado. Outra possibilidade consiste em duas pessoas, em ambientes físicos separados, jogarem uma partida de xadrez. O tabuleiro seria projetado sobre uma superfície e para movimentar as peças bastaria que os oponentes movessem as mãos sobre os campos correspondentes.
Começa com brincadeiras
Com base em sensores, a interação entre humanos e máquinas vai mudar. Não só os computadores, mas em todas as instâncias de interação entre pessoas e sistemas.
A Microsoft vai explorar as HUI (Human User Interface – Interface de Uso Humano, em tradução livre do inglês) primeiramente no ambiente de diversões eletrônicas. E o primeiro produto a trazer essa tecnologia integrada será o Kinect System, para o console Xbox 360, a ser lançado mundialmente em novembro.
O objetivo é eliminar o jogo controlado por joysticks e Cia, por emulações de controle via HUI. Na plataforma do Kinect são previstos comandos usando gestos e voz.
Com o lançamento do Wii, a Nintendo saiu na frente na exploração dessas tecnologias, em 2006. Em sua primeira versão, eram necessários controladores de jogo sem fio com os quais podiam ser manipulados os movimentos com bastões, tacos de sinuca e raquetes de tênis. Nos últimos quatro anos, a fabricante japonesa melhorou muito essa tecnologia.
Enquanto isso, a Microsoft trabalha também na criação de Avatars. Recepcionistas virtuais são uma das possibilidades de aplicação nessas soluções de interação humana.
No caso das tecnologias 3D, em intenso uso por parte de toda a indústria de TI, elas casam muito bem com a plataforma HUI, conforme tem sido demonstrado. Quem assistiu às apresentações de Mundie, pode virar peças de vidro, embala-las em caixas de papelão e interagir com objetos de maneira muito próxima do real. Todos os comandos foram dados via controle de voz.
E vai ficando sério
A estratégia da Microsoft inclui entender de que forma a tecnologia HUI será absorvida por usuários e desenvolver as soluções que atendam a esse público. Uma das possibilidades palpáveis para o futuro próximo é o reconhecimento e registro de assinaturas.
Mundie adverte que a tecnologia HUI não deve ser esperada para aplicações que rodam a partir da nuvem, pelo menos não da Microsoft.
E a cloud?
Durante uma sessão de perguntas e respostas, Mundie foi indagado sobre a dinâmica de sistemas em nuvem em interagir com sistemas HUI. Em resposta, Munde declarou que “as entradas deverão ser interpretadas localmente” e adicionou que vê a nuvem como um conjunto de “cliente + nuvem” como um elemento único e não como duas coisas separadas.
Se as empresas quiserem usar essa tecnologia em soluções na nuvem, deverão se preparar para pagar por bandas de conexão robustas. Do contrário, devem abandonar a ideia.


