Escândalo sexual leva CEO da HP à renúncia
Mark Hurd renunciou nesta sexta-feira (6/8) ao cargo de CEO da Hewlett-Packard, após o encerramento de um processo de investigações internas da companhia, no qual o executivo era acusado de assédio sexual.
A empresa descobriu a situação quando um conselheiro externo mandou uma carta, em nome da suposta vítima, em 29 de junho. No dia seguinte, o board da empresa foi notificado.
A investigação, conduzida por um conselho jurídico e um conselheiro geral da companhia – e supervisionada pelos principais executivos da HP –, concluiu que não houve assédio sexual, mas constatou que Hurd violou os padrões da companhia na condução de alguns negócios.
Hurd teve uma "relação pessoal muito próxima" com uma consultora de marketing, e ele não comunicou isso ao board da empresa, disse Mike Holston, conselheiro-geral da HP.
Também foi revelado que, em várias oportunidades, a consultora foi paga ou reembolsada sem que tivesse prestado serviços. Também havia relatório de despesas em que Hurd tentou esconder suas relações pessoais com ele, disse Holston. Isso tudo aponta "uma profunda falta de bom senso" do ex-CEO, afirmou.
A HP não revelou quanto dinheiro Hurd gastou de maneira inapropriada, mas disse que isso não a questão central. "Vamos ser claros: o valor é irrelevante para a HP", disse Holston. "O fato que nos levou à essa decisão tem a ver com integridade, credibilidade e honestidade".
A chefe de finanças (CFO) da HP, Cathi Lesjak, assumirá interinamente o cargo deixado por Hurd, enquanto o conselho administrativo procura um substituto. A CEO interina acumulará suas funções anteriores e já divulgou que não pretende assumir a posição de Hurd de forma permanente.
Em comunicado oficial à HP, Hurd admitiu as falhas de conduta e disse que a escolha de deixar o cargo foi tomada após algumas discussões com membros do board da companhia. “É uma decisão dolorosa, mas a única possível, já que seria difícil manter a posição de líder efetivo na HP”, disse o executivo.
A situação só foi descoberta em 29 de junho deste ano, quando a companhia recebeu uma carta de um conselheiro legal, em nome do cliente que fez a acusação. No dia seguinte, o board foi notificado e iniciou a investigação. O alvo do possível assédio seria uma consultora de marketing que não quer ser identificada.
Apesar do escândalo interno, Hurd ainda não sofreu nenhum processo na justiça em relação ao tema.


