De onde vem o apetite do Google por pequenas startups?
Por Robinson dos Santos editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 11 de março de 2010 às 07h00
A aquisição de empresas faz parte da estratégia do Google desde suas origens, mas a compra de 10 negócios em oito meses desafia a curiosidade.
O Google é conhecido por grandes aquisições, como a do serviço de vídeos online YouTube em 2006 por US$ 1,65 bilhão ou a da empresa de publicidade online DoubleClick em 2007 por US$ 3,1 bilhões. Nos últimos meses, no entanto, a estratégia ganhou novo impulso, com 10 aquisições nos últimos oito meses.
Quem conhece um pouco da história do Google sabe que a compra de empresas faz parte de seu DNA. Em 2003, uma disputa por patentes de tecnologias de publicidade online levou à compra da Applied Semantics por US$ 102 milhões. Seus produtos foram integrados aos serviços de publicidade online AdSense e AdWords.
Mas, embora a estratégia por trás da compra de empresas como Applied Semantics e DoubleClick possa ser evidente, o mesmo não pode ser dito da série de pequenas aquisições que o Google tem feito nos últimos meses. O que, afinal, tem levado a empresa a garimpar aquisições em um ritmo mensal?
Motivações
Um levantamento feito pelo IDG Now! indica que podem haver pelo menos duas grandes motivações por trás desses investimentos. O primeiro e o mais compreensível é a busca por inovações que possam ser incorporadas aos produtos existentes. Ela aparenta ser a razão de oito entre dez aquisições feitas pelo Google desde agosto de 2009.
A outra motivação pode não saltar tanto aos olhos, mas é reveladora do modo como o Google sai à caça das fontes dessas inovações: é a assimilação de capital intelectual, incluindo engenheiros e fundadores, por meio do controle de pequenas startups. Esse pode ter sido o caso de pelo menos duas das aquisições registradas no mesmo período.
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