Policiais recebem treinamento antipirataria em Guarulhos (SP)
Por Daniela Braun, para o IDG Now!
Publicada em 09 de março de 2010 às 12h04
Atualizada em 09 de março de 2010 às 17h50
Treinamento com 100 policiais nesta terça-feira (9/3) envolve conhecimentos práticos de produtos falsificados e orientação jurídica, informa a Abes.
Cerca de 100 policiais da cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, participam de um treinamento antipirataria na tarde desta terça-feira (9/3), para aprimorar ações de busca e apreensão, bem como aspectos jurídicos ligados à oferta de produtos ilegais na região, que possui um dos índices mais altos de pirataria no Estado de São Paulo, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES)
As palestras, que abordam lei de software, comparação de produtos falsificados, pirateados e originais, bem como a elaboração de laudos técnicos que não sejam inconclusivos, destinam-se a policiais civis, militares, rodoviários, agentes da Polícia Federal e da Receita Federal.
“Muitas vezes o policial não sabe como agir, não por falta de capacidade técnica, mas sim jurídica – para o software pirata você aplica uma lei e para um CD de música aplica o código penal”, explica a secretária-executiva do Grupo de Treinamento Antipirataria da ABES, Renata Faro, ao IDG Now!.
O treinamento é promovido pela Abes desde 2006 e passou a contar com parceiros como a Associação antipirataria Cinema e Música (APCM) e o Grupo de Proteção a Marca (BPG) em 2008. A iniciativa também envolve o treinamento de estudantes universitários . “O que procuramos passar para eles é o quanto a pirataria pode ser prejudicial para que consigam um emprego”, afirma Renata.
Nos últimos quatro anos, foram treinados 5.200 policiais e 2 mil estudantes universitários em 66 cidades brasileiras. “Sentimos que a parte educativa tem surtido efeito”, observa Renata, destacando o aumento das denúncias sobre a venda de produtos pirateados, nas regiões onde a orientação foi feita. Em janeiro desde ano, a Abes registrou um crescimento de 101% no volume de denúncias contra a pirataria.
Neste semestre, os próximos treinamentos estão agendados em Brasília (DF), Cascavel, Florianópolis (SC) e Vitória (ES), além de um treinamento para estudantes em Guarulhos. “O que procuramos passar para eles é o quanto a pirataria pode ser prejudicial para que consigam um emprego”, afirma Renata.
De acordo com o último balanço da Abes, o Estado de São Paulo perdeu 1,1 bilhão de reais apenas em função da pirataria de software, em 2008. Se a pirataria do setor fosse reduzida dos atuais 58% para 50%, segundo uma estimativa da consultoria IDC, a região geraria mais de 19,5 mil empregos diretos e indiretos, a indústria local de tecnologia teria um acréscimo no faturamento superior a 1,6 bilhão de reais e o Estado obteria um aumento na arrecadação de impostos da ordem de 261,4 milhões de reais.
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