Uma pequena história da guerra entre empresas de TI por meio da publicidade
Por IDG News Service
Publicada em 09 de fevereiro de 2010 às 07h45
Atualizada em 09 de fevereiro de 2010 às 11h16
Em certos momento as companhias de TI não pensaram duas vezes antes atacar um rival por de meio de comerciais. Veja alguns desses vídeos.
Em 2009, a
publicidade da área de tecnologia viveu momentos de
tensão. Depois de anos apanhando das campanhas anti-Windows
da Apple, a Microsoft finalmente deu o troco com a série de
comerciais “Laptop Hunter”, nos quais pessoas reais
rejeitavam computadores Macs em função do preço
elevado e da falta de substância no produto.
Enquanto isso, a Verizon Wireless promoveu o smartphone Droid
alegando que o iPhone era limitado e um tanto quanto feminino. A
companhia também atacou a cobertura 3G da AT&T em uma
série de comerciais.
A guerra de 25 anos entre Apple e
Microsoft
Qualquer um que tenha visto os comerciais “Laptop
Hunter” percebe por que a Microsoft pode bater na Apple.
Quando a campanha foi ao ar no ano passado, a fabricante do
Windows havia dedicado muito tempo sufocando suas
emoções enquanto a Apple promovia os Macs em grande
parte, atacando a Microsoft.
As rusgas começaram em 1984, com o primeiro comercial de TV
do Macintosh. É verdade que ele não citava o nome da
Microsoft, mas comparava as pessoas que usavam PCs da IBM –
com o sistema MS-DOS, de Bill Gates e Paul Allen – a um
exército de zumbis sob o controle de um líder
maquiavélico.
Em meados de 1990 a guerra entre a Apple e a Microsoft tornou-se
menos futurista e mais explícita.
De modo estranho, as vibrações negativas miradas contra
a Microsoft foram interceptadas por propagandas ocasionais que
diziam que um Mac poderia rodar Windows também – sim,
o mesmo OS que, em outras propagandas da Apple, era nada
além de uma dor de cabeça.
Em 2002, a Apple lançou a campanha “Switch”, que
mostrava usuários típicos de computadores reclamando de
PCs e idolatrando Macs. Um exemplo é este comercial feito
com Liza Richardson – uma “pessoa real”.
Já esse filme, também “Switch”, foi
produzido para o Japão – e você não precisa
saber uma palavra de japonês para compreender e identificar
o momento em que a mulher para de falar sobre PCs e começa a
falar sobre Macs.
Assim como o “Switch”, a campanha atual e extensa
“Get a Mac”, da Apple, é explicitamente
anti-Microsoft – todas as propagandas trazem John Hodgman
como o PC bobalhão.
Este comercial, também do Japão, mas com legendas,
é um remake de um filme publicitário americano.
De tempos em tempos, a Apple parava de surrar a Microsoft e
redirecionava seus golpes à Intel. Neste comercial, de 1990,
o processador Pentium II tinha sua velocidade comparada à de
uma lesma.
Em 2005, a Apple anunciou que trocaria toda a sua linha para
processadores Intel, garantindo que a fabricante de chips seria
poupada dos ataques. Com isso, a Microsoft voltou a ser o alvo
principal.
Mais campanhas contra a Microsoft
A Apple fez, de longe, o maior número de comerciais
anti-Microsoft do que qualquer outra companhia do setor. Às
vezes, no entanto, outras fabricantes também tentavam bater
na gigante do Windows. A Sun Microsystems, por exemplo, criou uma
sátira com Jacques Cousteau, zombando da famosa “tela
azul da morte” do Windows.
Em um caso similar, quando a Microsoft lançou o Windows XP
com um comercial no qual os usuários escutavam uma
música da Madonna, a companhia de redes Novell respondeu com
uma paródia, mais uma vez citando a “tela azul da
morte”.
Mais recentemente, o Google promoveu seu pacote de
aplicações online Google Apps com painéis
enigmáticos em quatro grandes cidades. Alguns deles falavam
sobre desvantagens de softwares tradicionais. Mas uma das
referências, que se tratava do Patch Tuesday, identificou a
Microsoft como alvo principal.
Alvo: Atari
Nos anos 80, os videogames VCS 2600 da Atari dominavam o setor de
games domésticos em um nível que nenhuma companhia
alcançou até hoje. Não é surpresa que
várias outras fabricantes lançaram inúmeros
comerciais para tentar derrubar a companhia.
Neste exemplo, a concorrente Intellivision compara seus jogos de
esporte aos da Atari. Hoje, você pode pensar que o jogo
é uma porcaria. Mas, naquela época. As versões da
Intellivision eram impressionantes.
Neste caso, o apresentador interrompe uma criança que estava
elogiando o Atari para afirmar a excelência dos jogos
espaciais da Intellivision.
Já a outra concorrente ColecoVision oferecia um console com
gráficos superiores ao Atari 2600 ou o Intellivision e
deixava claro que, ao contrário da Atari, seu sistema tinha
todas as funções em um único produto.
No final dos anos 80, a época da Atari já havia acabado
– e com ela, a mais intensa fase do combate
publicitário de videogames. O vídeo a seguir mostra uma
propaganda do famoso Sega Genesis contra a Nintendo.
Commodore contra o mundo
Em 1980, a Commodore era uma companhia de computadores com um
chip em seus ombros: quase nenhuma de suas propagandas
argumentava que suas máquinas eram mais baratas que a dos
concorrentes. A companhia utilizava efeitos especiais para dizer
que o VIC-20 era um “computador maravilhoso dos anos
80”, ao invés de uma máquina de jogos como o
Atari e a Intellivision.
Em 1982, o produto principal da Commodore era o Commodore 64.
Essa propaganda comparava o computador ao Apple II, e pode ter
sido o primeiro comercial contra a companhia de Steve Jobs.
E nesta peça similar a Commodore vai além e ataca a
Apple e a IBM e lembra que, nos anos 1980, a computação
era uma revolução que nem todos os americanos tinham
experimentado.
Guerra de formatos
Às vezes não há duvidas de que tomar uma postura
negativa em uma campanha é uma má ideia. Essa
propaganda da Sony, para o produto Betamax VCR – que foi ao
ar um pouco antes do VHS dominar o mercado – é um
exemplo.
Linha ocupada
Em 1997, a América On-Line (AOL) era amplamente popular
– e praticamente um sinônimo para o sinal de ocupado
que os usuários recebiam frequentemente quando tentavam
acessar a internet,. Na verdade, tudo que a rival CompuServe
tinha que fazer era mostrar esses sinais de ocupado durante esse
comercial do Super Bowl sem nem mesmo ter que mencionar a
companhia.
O comercial atraiu muita atenção, mas não ajudou
muito a posição da CompuServe.
Descontentamento dos usuários
Em 2006, a Mozilla realizou um concurso para comerciais do
Firefox criados por usuários. O ganhador fez uma peça
publicitária que provocou muitas risadas ao veicular uma
mensagem simples: “os outros navegadores não
prestam!”
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