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18 de julho de 2010
mercado
Estratégias

Uma pequena história da guerra entre empresas de TI por meio da publicidade

Por IDG News Service

Publicada em 09 de fevereiro de 2010 às 07h45
Atualizada em 09 de fevereiro de 2010 às 11h16
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Em certos momento as companhias de TI não pensaram duas vezes antes atacar um rival por de meio de comerciais. Veja alguns desses vídeos.

Em 2009, a publicidade da área de tecnologia viveu momentos de tensão. Depois de anos apanhando das campanhas anti-Windows da Apple, a Microsoft finalmente deu o troco com a série de comerciais “Laptop Hunter”, nos quais pessoas reais rejeitavam computadores Macs em função do preço elevado e da falta de substância no produto.

Enquanto isso, a Verizon Wireless promoveu o smartphone Droid alegando que o iPhone era limitado e um tanto quanto feminino. A companhia também atacou a cobertura 3G da AT&T em uma série de comerciais.

A guerra de 25 anos entre Apple e Microsoft
Qualquer um que tenha visto os comerciais “Laptop Hunter” percebe por que a Microsoft pode bater na Apple. Quando a campanha foi ao ar no ano passado, a fabricante do Windows havia dedicado muito tempo sufocando suas emoções enquanto a Apple promovia os Macs em grande parte, atacando a Microsoft.

As rusgas começaram em 1984, com o primeiro comercial de TV do Macintosh. É verdade que ele não citava o nome da Microsoft, mas comparava as pessoas que usavam PCs da IBM – com o sistema MS-DOS, de Bill Gates e Paul Allen – a um exército de zumbis sob o controle de um líder maquiavélico.


Em meados de 1990 a guerra entre a Apple e a Microsoft tornou-se menos futurista e mais explícita.




De modo estranho, as vibrações negativas miradas contra a Microsoft foram interceptadas por propagandas ocasionais que diziam que um Mac poderia rodar Windows também – sim, o mesmo OS que, em outras propagandas da Apple, era nada além de uma dor de cabeça.



Em 2002, a Apple lançou a campanha “Switch”, que mostrava usuários típicos de computadores reclamando de PCs e idolatrando Macs. Um exemplo é este comercial feito com Liza Richardson – uma “pessoa real”.



Já esse filme, também “Switch”, foi produzido para o Japão – e você não precisa saber uma palavra de japonês para compreender e identificar o momento em que a mulher para de falar sobre PCs e começa a falar sobre Macs.



Assim como o “Switch”, a campanha atual e extensa “Get a Mac”, da Apple, é explicitamente anti-Microsoft – todas as propagandas trazem John Hodgman como o PC bobalhão.



Este comercial, também do Japão, mas com legendas, é um remake de um filme publicitário americano.



De tempos em tempos, a Apple parava de surrar a Microsoft e redirecionava seus golpes à Intel. Neste comercial, de 1990, o processador Pentium II tinha sua velocidade comparada à de uma lesma.



Em 2005, a Apple anunciou que trocaria toda a sua linha para processadores Intel, garantindo que a fabricante de chips seria poupada dos ataques. Com isso, a Microsoft voltou a ser o alvo principal.

Mais campanhas contra a Microsoft
A Apple fez, de longe, o maior número de comerciais anti-Microsoft do que qualquer outra companhia do setor. Às vezes,  no entanto, outras fabricantes também tentavam bater na gigante do Windows. A Sun Microsystems, por exemplo, criou uma sátira com Jacques Cousteau, zombando da famosa “tela azul da morte” do Windows.



Em um caso similar, quando a Microsoft lançou o Windows XP com um comercial no qual os usuários escutavam uma música da Madonna, a companhia de redes Novell respondeu com uma paródia, mais uma vez citando a “tela azul da morte”.



Mais recentemente, o Google promoveu seu pacote de aplicações online Google Apps com painéis enigmáticos em quatro grandes cidades. Alguns deles falavam sobre desvantagens de softwares tradicionais. Mas uma das referências, que se tratava do Patch Tuesday, identificou a Microsoft como alvo principal.



Alvo: Atari
Nos anos 80, os videogames VCS 2600 da Atari dominavam o setor de games domésticos em um nível que nenhuma companhia alcançou até hoje. Não é surpresa que várias outras fabricantes lançaram inúmeros comerciais para tentar derrubar a companhia.

Neste exemplo, a concorrente Intellivision compara seus jogos de esporte aos da Atari. Hoje, você pode pensar que o jogo é uma porcaria. Mas, naquela época. As versões da Intellivision eram impressionantes.



Neste caso, o apresentador interrompe uma criança que estava elogiando o Atari para afirmar a excelência dos jogos espaciais da Intellivision.



Já a outra concorrente ColecoVision oferecia um console com gráficos superiores ao Atari 2600 ou o Intellivision e deixava claro que, ao contrário da Atari, seu sistema tinha todas as funções em um único produto.



No final dos anos 80, a época da Atari já havia acabado – e com ela, a mais intensa fase do combate publicitário de videogames. O vídeo a seguir mostra uma propaganda do famoso Sega Genesis contra a Nintendo.



Commodore contra o mundo
Em 1980, a Commodore era uma companhia de computadores com um chip em seus ombros: quase nenhuma de suas propagandas argumentava que suas máquinas eram mais baratas que a dos concorrentes. A companhia utilizava efeitos especiais para dizer que o VIC-20 era um “computador maravilhoso dos anos 80”, ao invés de uma máquina de jogos como o Atari e a Intellivision.



Em 1982, o produto principal da Commodore era o Commodore 64. Essa propaganda comparava o computador ao Apple II, e pode ter sido o primeiro comercial contra a companhia de Steve Jobs.



E nesta peça similar a Commodore vai além e ataca a Apple e a IBM e lembra que, nos anos 1980, a computação era uma revolução que nem todos os americanos tinham experimentado.



Guerra de formatos
Às vezes não há duvidas de que tomar uma postura negativa em uma campanha é uma má ideia. Essa propaganda da Sony, para o produto Betamax VCR – que foi ao ar um pouco antes do VHS dominar o mercado – é um exemplo.



Linha ocupada
Em 1997, a América On-Line (AOL) era amplamente popular – e praticamente um sinônimo para o sinal de ocupado que os usuários recebiam frequentemente quando tentavam acessar a internet,.  Na verdade, tudo que a rival CompuServe tinha que fazer era mostrar esses sinais de ocupado durante esse comercial do Super Bowl sem nem mesmo ter que mencionar a companhia.



O comercial atraiu muita atenção, mas não ajudou muito a posição da CompuServe.

Descontentamento dos usuários
Em 2006, a Mozilla realizou um concurso para comerciais do Firefox criados por usuários. O ganhador fez uma peça publicitária que provocou muitas risadas ao veicular uma mensagem simples: “os outros navegadores não prestam!”

(Harry McCracken)

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