Países emergentes vão elevar gastos anuais com mobilidade a US$ 2,3 trilhões

Redação do IDG Now!
18 de janeiro - 20h52 - Atualizada em 18 de janeiro - 21h07
Previsão é do Fórum Econômico Mundial, que vê no celular o agente para melhorar a vida dos mais pobres com acesso a internet e serviços bancários.

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Com uma taxa global de crescimento de 2 milhões de novos usuários por dia, o celular é o "agente da mudança" para o progresso econômico e social, e as oportunidades abertas para melhoras as condições de vida dos mais pobres são “enormes”. Essa é a mensagem de relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta segunda-feira (18/1).

No documento “Oportunidade de escala: Tecnologias de Comunicação e Informação para Inclusão Social”, o Fórum destaca que “as economias emergentes já representam 80% dos assinantes móveis de todo o mundo”. Somadas, África, Brasil, China e Índia respondem por mais de 300 milhões de novas assinaturas nos últimos 12 meses, afirma.

A instituição argumenta que, para ter o impacto desejado, o acesso à mobilidade deverá vir acompanhado do acesso à internet. “Menos de 10% dos cidadãos de economias emergentes têm acesso à internet, valor abaixo da média mundial de 23%. A oportunidade para conectar os desconectados é extraordinária”, aponta.

Para a entidade, os próximos bilhões de assinantes móveis representam US$ 2,3 trilhões em gastos anuais. “São oportunidades potenciais para fabricantes, consumidores e empreendedores”, ressalta. 

Banco móvel
Outra oportunidade trazida pela expansão das tecnologias móveis é a universalização dos serviços bancários, sustenta o relatório. Em 2012, o grupo consultivo de asssistência aos pobres do Fórum prevê que 1,7 bilhão de pessoas terão celular, mas não terão uma conta bancária formal. “O dinheiro móvel representa uma poderosa oportunidade para levar o banco a quem não o tem”, aposta.

O relatório mostra ainda a necessidade de levar o acesso a internet a áreas remotas, mesmo que sob o modelo de “ocasionalmente conectado” – tipo de conexão temporária, oferecida por unidades móveis, capaz de oferecer às comunidades um sistema de troca de mensagens e documentos, como e-mails e quadros de aviso.

Nas grandes cidades, o Fórum Econômico Mundial prevê que as operadoras deverão gerenciar a utilização de seu espectro de “forma mais eficiente”, para que possam atender à demanda exponencial por tráfego de dados. Os governos, por sua vez, serão levados a alocar mais freqüências para uso civil.

Como ponto crítico para essa expansão, o órgão destacou a energia elétrica e a necessidade de extensão da sua grade de fornecimento. Segundo o relatório, até 2012 os países em desenvolvimento terão construído 75 mil novas estações de produção indepedentes de energia, muitas delas baseadas em geradores diesel – uma solução pouco eficiente, alerta.