Brasil pretende exportar 3,5 bilhões de dólares em 2010 em serviços de TI

Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
25 de setembro - 08h49 - Atualizada em 15 de março - 14h06
No ano passado, negócios internacionais das companhias do setor alcançaram o patamar de 2,2 bilhões de dólares.

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Com uma participação de 7% no produto interno bruto (PIB) nacional, o mercado de tecnologia é um dos mais importantes para a economia brasileira. Aumentar as exportações na área para a casa dos 3,5 bilhões de dólares até 2010, ante os 2,2 bilhões de dólares em 2008, é um dos principais objetivos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

O primeiro passo para atingir essa meta foi consolidar informações do setor e reunir em um relatório denominado Brasil TI-BPO Book 2008-2009, que busca demonstrar que o País tem um mercado maduro de tecnologia e que está apto a receber investimentos. O estudo foi formulado com o apoio das consultorias A.T. Kearney, IDC, e Booz & Company.

Hoje, o país que mais exporta serviços ainda é a Índia, que deve finalizar 2009 com 55 bilhões de dólares em exportações. Segundo o presidente da Brasscom, Antonio Gil, a Índia deve manter essa posição, enquanto o Brasil luta pelo terceiro ou segundo posto, em um mercado que é disputado por países como China, Rússia, México e Filipinas.

Segundo o estudo, o mercado global de serviços de TI-BPO na modalidade offshore vai movimentar 84 bilhões de dólares, número que deve chegar a 101 bilhões em 2010. Para abocanhar parte desse investimento, o relatório defende que o Brasil tem conhecimento do negócio, profissionais qualificados, infraestrutura robusta e suporte do governo, com investimentos e incentivos fiscais. As fontes públicas de financiamento somaram 120 bilhões de dólares em 2007.

Além disso, o relatório demonstra um ambiente econômico, político e legal favoráveis, compatibilidade cultural, proximidade de fuso horário e empresas bem estabelecidas, com conhecimento de legislação local e totais condições de oferecer serviços de qualidade dentro de prazos aceitáveis.

Apesar do cenário, Gil destaca que há muitos pontos para serem melhorados e nos quais a entidade pretende atuar, como custo da mão de obra brasileira e questões relacionados à qualificação, sobretudo no idioma inglês. “Mesmo assim, o País tem total condições de se diferenciar nesse mercado competitivo, mostrando seus diferenciais de inovação, alto valor de serviços, entre outros”, afirma.

A Apex, por sua vez, está investindo cerca de 60 milhões de reais para criar campanhas de marketing e divulgar os serviços do Brasil no exterior. São 30 milhões em recursos públicos e mais 30 milhões das iniciativas privadas.