Presidente da Intel vê sinais de recuperação do setor de PCs após a crise

IDG News Service/EUA
23 de setembro - 15h56 - Atualizada em 15 de março - 12h47
Paul Otellini adota discurso otimista e aposta que vendas globais de microcomputadores registrarão crescimento nos próximos trimestres.

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A indústria de PCs está prestes a sair de seu pior período de recessão em décadas com a retomada nas vendas de computadores, afirmou o principal executivo da Intel, Paul Otellini, na terça-feira (22/9).

As vendas de processadores estão se estabilizando enquanto as vendas de PCs começaram a crescer, afirmou Otellini durante apresentação que abriu o evento Intel Developer Forum, em São Francisco, nos Estados Unidos.

"Este é um ambiente onde tivemos a pior recessão em 70 anos", disse Otellini. "O mercado está pronto para ressurgir e nós veremos como (o mercado) se comportará em 2010".

O executivo disse que aposta "pessoalmente" que os próximos trimestres da indústria de PCs deverá ficar estável ou ter crescimento na vendas, em relação a 2008. "A retomada já começou e o melhor ainda está por vir", afirmou.

Os comentários de Otellini sobre o setor são mais fortes que previsões conservadoras oferecidas por outras empresas grandes do setor de tecnologia, como a rival AMD e a Dell.

A consultoria IDC afirmou, em julho, que as vendas de PCs no segundo trimestre de 2009 foram melhores que o esperado, impulsionadas pelos gastos dos consumidores motivados por preços menores.

As vendas globais de PCs no segundo trimestre caíram 3,1% comparadas ao mesmo trimestre de 2008 para 66 milhões de unidades, segundo a IDC, que projetava uma queda original de 6,3% no setor.

De acordo com Otellini, as vendas de pequenos computadores portáteis ajudaram a estabilizar os resultados dos últimos trimestres.

Otellini também criticou a Comissão Europeia por ignorar possíveis evidências em sua investigação antitruste, que gerou uma multa de 1,45 bilhão de dólares para a Intel, em maio deste ano.

O grupo acusou a Intel de comportamento anticompetitivo, mas a empresa acredita que a Comissão foi seletiva nas evidências analisadas e, essencialmente, iniciou a investigação com uma "visão já concebida", defendeu Otellini.

A Comissão divulgou na segunda-feira (21/9) documentos internos que mostram e-mails trocados entre executivos da Intel e de fabricantes na Europa que provam que a empresa ofereceu descontos para que máquinas com chips da rival AMD fossem tiradas das prateleiras.

A Intel nunca tentou destruir rivais oferecendo acordos com fabricantes, afirmou Otellini. A comissão consistentemente ignorou evidências e pintou um quadro diferente a respeito dos e-mails, argumentou o executivo.

(Agam Shah)