GVT manterá investimentos mesmo que venda para Vivendi não se concretize
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A operadora GVT vai manter seu plano de investimentos mesmo que não se concretize a oferta de compra feita na quarta-feira (9/9) pela gigante francesa de telecomunicações e conteúdo Vivendi.
O presidente da companhia de telecomunicações baseada em Curitiba (PR), Amos Genish, declarou à Reuters que, se o negócio não acontecer, isso não afetará o “grande plano de negócios” que a companhia possui. “Não precisamos do dinheiro de novos investidores porque estamos gerando nosso próprio fluxo de caixa”, disse Genish.
A Vivendi ofereceu 5,4 bilhões de reais – ou 2,95 bilhões de dólares, equivalente a 42 reais por ação - para adquirir 100% das ações da GVT. Na noite de terça-feira (8/9), a companhia francesa condicionou a concretização do acordo com a venda de, no mínimo, 51% das ações da GVT.
Genish se recusou a revelar o valor total dos investimentos da GVT previstos para os próximos anos, dizendo apenas que os recursos serão usados para ampliar a cobertura geográfica e o desenvolvimento de novos produtos.
Em 2008, a empresa investiu pouco mais de 700 milhões de reais. Analistas do JPMorgan prevêm que os investimentos deste ano fiquem em torno 600 milhões de reais e, em 2010, o valor deve parecido.
“Aqueles que quiserem continuar como acionistas vão colher os benefícios no futuro”, disse Genish. “Acredito que a GVT será uma companhia melhor com a Vivendi do que sem ela”, acrescentou o executivo.
O acordo ainda depende de aprovação da diretoria e dos acionistas da GVT, além dos órgãos responsáveis por regulamentar a competição no Brasil, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Essas aprovações devem ser feitas antes do fim de 2009.
Na quarta-feira (9/9), as ações da GVT tiveram alta de 18,95%, passando a ser cotadas em 43 reais - valor acima, inclusive, da oferta da Vivendi (42 reais). Na terça-feira, antes do anúncio, as ações valiam em torno de 35 reais.


