Microsoft apela em processo que proíbe vendas do software Word

IDG News Service
19 de agosto - 10h16 - Atualizada em 15 de março - 12h48
Após ser condenada a pagar multa de US$ 290 milhões, companhia entra com recurso para manter Word no mercado dos EUA e evitar prejuízos.

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A Microsoft entrou com recurso na terça-feira (18/8) em um processo que proíbe as vendas de seu software editor de textos  Word nos Estados Unidos.

O processo teve início na semana passada em uma corte no Texas, Estados Unidos, que deu um prazo de 60 dias para a Microsoft parar de vender o Word e produtos que permitem a criação de documentos personalizados no formato XML no país. A empresa alerta para o prejuízo que, segundo ela, será gerado aos seus consumidores e parceiros de vendas, como a Best Buy, Dell e HP, caso as vendas sejam interrompidas no dia 10 de outubro.

A questão está relacionada a uma acusação de infração de patentes iniciada em 2007 pela empresa canadense i4i.  Essa companhia desenvolveu um programa para a manipulação de documentos e alegou que uma de suas patentes foi violada pela Microsoft no aplicativo Word.

A gigante americana dos softwares foi condenada a pagar 290 milhões de dólares pelos danos causados à organização  do Canadá. A determinação do juiz impede que a Microsoft venda qualquer produto que possa abrir arquivos com as extensões .XML, .DOCX ou .DOCM. Entre os demais programas que não poderão ser comercializados - pelo menos até a questão judicial ser resolvida - estão o Word 2003, Word 2007, o Word 2008 for Mac e a próxima versão do editor de textos, que fará parte do pacote Office 2010, a ser lançado no primeiro semestre de 2010.

A i4i já contava com a apelação, mas continuará a defender sua patente, afirmou o presidente da empresa, Loudon Owen. A Microsoft afirma acreditar não ter infringido nenhuma patente.

Segundo a Microsoft, seria necessário um prazo de cinco meses para que os softwares fossem alterados sem o recurso. A i4i, porém, alega que é possível fazê-lo de modo muito mais rápido, por meio de uma simples atualização.

Nancy Gohring, do IDG News Service